Mistérios por Revelar...

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Aqui voçê vai encontrar-se com o insólito!

 Ovnis - Objectos Voadores não Identificados

Tema aqui  informação diversificada sobre UFOS/OVNIS, quer de âmbito nacional quer estrangeiro. Pode observar videos e muito outra informação acerca do assunto que de certo é um tema apaixonante.


  Fantasmas

Quem nos dias de hoje não terá medo de ir sozinho a um cemitério durante a noite ou até mesmo de dia? Porque sucederá isso, se os mortos não fazem mal? Não estará esse medo apavorante relacionado com a alma, segundo conceito geral, estará aí por perto noutro plano? Não será no funda das almas que temos medo?


  Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas é porventura o lugar do mundo onde mais desaparecimentos se deram, quer de pessoas, quer navios ou aeronaves. O desaparecimento do vôo 19 (05Dez1945) será talvez, até hoje, um dos mais interessantes ali verificados, quer pela quantidade simultãnea de aviões  Grumman TBF Avenger desaparecidos (5), quer pela qualidade  técnica dos envolvidos...


 Outros assuntosHistórias de Fantasmas - T2 Ep. Nº 006

Os três tópicos acima referidos, são somente um pouco do muito que por aqui vai encontrar na área do insólito. Se o mistério aguça a sua curiosidade... está no sitio certo! 

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(Este trabalho foi melhorado com informações diversa e relatos do livro Relatos Verídicos Experiências de Quase-Morte de Manuel Domingos - Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia)

Experiências de Quase-Morte



Sumário 

 - Introdução

 - Definição

Conceito de Cérebro, Consciência, Mente e Chacra do coração (Sede da nossa consciência superior)

 - Descrição

 - Experiência EQM típica

 - Teorias

 - Mudanças psicológicas e comportamentais

 - Investigação científica

 - Factos curiosos sobre as EQM´s

 - Relatos de Portugueses que tiveram experiências de EQM

 - Relatos de casos estrangeiros que passaram por experiências de EQM

 - Respostas e Perguntas (Ao longo da página)

 - Vídeos (Ao longo da página)


Como ponto de partida para debatermos este assunto, veja primeiro o vídeo abaixo disponibilizado, mas antes fazemos uma pequena apresentação dos intervenientes. Ele contém experiências de Portugueses que passaram por EQM's, bem como a opinião de especialistas.

Depois parta para a leitura. 



Isabel Wolmar

(Apresentadora, Actriz, escritora)


        



 


Mário Simões 

(Psiquiatra)





Luísa Janeirinho

Doutorada em Educação na Universidade de Valladolid, Espanha e Diplomada em Estudos Avançados pela mesma Universidade. Mestre em Museologia (património da educação) e licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora. Tem Bacharelato pelo Magistério Primário de Aveiro, especialização/formação em Inspeção de Educação (Universidade Católica, Lisboa), em Sociologia da Saúde (Instituto Superior de Ciências da Saúde, Caparica), em Psicologia Transpessoal (Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa), em Terapia por Reestruturação Vivencial e Cognitiva (Faculdade de Medicina de Lisboa) e em Auditoria de Qualidade (Instituto de Soldadura e Qualidade, Oeiras). Ela própria viveu duas EQM's, em duas Operações...







Manuel Domingos

(Coordenador da ala de neuropsicologia do Centro Hospitalar de Lisboa)

Mais sobre Manuel Domingos neste Link









Alexandre Castro Caldas

(Professor catedrático de Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa)






Irene Cruz 

(Actriz)








Victor Rodrigues 

(Psicólogo ministra habitualmente Cursos de Psicologia da Consciência e Gestão do  Stress )









Lembro-me que Morri 

  Vídeo sobre Experiências de Quase Morte 

( EQM's)


Perguntas: 

- Como pode uma "consciência", fora do corpo, interpretar, perceber e sentir, justamente num momento em que o cérebro não mais funciona, durante um período de morte clínica? 


Onde está então a consciência se não está no cérebro?

(Recordo que Luisa Janeirinho sentiu esse centro da consciência, não no cérebro, ma no peito)


- Depois de uma EQM, Como é possível um ser humano, cego de nascença que não consegue defienir tão pouco o que é ou representa uma cor... isto é:

        NÃO TEM A NOÇÃO DE COR PORQUE NUNCA A VIU!                      

consegue descrever todos os pormenores de pessoas, objectos, cores e até os procedimentos efectuados dentro de uma sala de operações e por vezes mesmo...  até nas imediações? ainda por cima com anestesia geral? Será tudo isto... NORMAL?


  



Introdução

Se as explicações de diversos teóricos estiver certa, as experiências de Quase-Morte terão uma explicação biológica e não metafísica. Estes afirmam que a ciência nunca encontrou uma explicação para os relatos frequentes de experiências de quase-morte. Fenómenos médicos em que os pacientes garantem ter "morrido e depois voltado" relatam ter encontros com familiares já falecidos, sensações como caminhar de encontro a luzes brilhantes, entrar em túneis ou flutuar sobre o próprio corpo...

Falar com pessoas que passaram por uma experiência de Quase-Morte deverá ser, em si mesma uma experiência única... o lado humano além do científico, ultrapassa toda e qualquer espectativa que possamos ter de antemão. Nestas matérias o ceticismo está sempre presente, ao fim de termos contactos com tantos relatos, continuamos a interrogar-nos: Mas as pessoas não estarão a mentir-nos? Confesso estar convicto de que não?

Isto talvez porque:

- Pessoas de diferentes níveis de educação, idade, profissões, e até nacionalidades diferentes, relatam experiências muito parecidas, o que torna o logro pouco provável.

- As experiências fora do corpo continuam a ser um mistério para a qual ainda não encontramos explicações, como sempre as teorias dos que tentam explicar a "coisa" em termos de puramente científicos, raramente é aceite pelos que passaram pelas experiências. Há sempre pontas soltas que a cientificidade, não consegue na verdade explicar...e muito menos a essência de uma EQM. 

 Por exemplo Sharon Stone teve um derrame cerebral e garante que viu "um grande vórtice de luz branca". A maioria acredita tratar-se de visões transcendentais que confirmam a existência da vida depois da morte. Errado dizem os teóricos, situação garantida por um estudo do médico, publicado recentemente no "Journal of Palliative Medicine".

O que se passa na verdade durante uma EQM? para onde vai a nossa essência, quando o corpo começa a dar sinais de morte clínica? o que veem afinal as pessoas quando passam por ela?

O que fazem os mortos no além? provavelmente fazem o que faziam nesta vida mas sem limitações corporais, sem a sua parte animal, isto não irá significar que as suas paixões parem de vez. Ao que dizem, a sensação de estar desencarnado tem a ver com uma maior leveza e menor propensão para as coisas mundanas.

O que fazem os mortos? viverão certamente as mesmas aventuras que nós, interrogam-se provavelmente - O que fazem os vivos? tão simples como isso.


Estou convencido de que há alguma coisa para lá da morte que deixa marca na vivência de todos nós, naqueles que continuam vivos. 

No Reino Unido, vários médicos e cientistas juntaram-se para formar o projecto "Consciência durante a ressuscitação", comandado por Sam Parnia, médico e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Southampton. 

O estudo de Lakmir Chawla, dizem, é "interessante". Mas, mesmo assim, o grupo inglês acolhe as conclusões com reservas, com o argumento de que não há nenhuma prova de que a actividade eléctrica a que o médico americano se refere esteja ligada às experiências de proximidade com a morte.

É claro que as EQM's não são fenómenos simples de explicar, não serão porventura um fenómeno puramente científico nem puramente espiritual, a verdade, por ventura, andará algures ali pelo meio. Para compreendermos verdadeiramente os relatos de quem passa por uma EQM, será preciso despirmo-nos de preconceitos e encarar a realidade. Não passamos já todos nós por uma coisa para a qual nunca conseguimos encontrar explicação?

"Uma vez que todos os pacientes morreram, não podemos dizer o que experimentaram", defendeu Sam Parnia, em declarações ao jornal "The Times". Já o estudo holandês de 2001 chegou a outro dado específico. Os investigadores garantem que quem passa por experiências de quase-morte vê a sua vida transformada "para sempre". Quem as relata, descrevem, torna-se mais feliz, mais altruísta, menos receoso em relação à morte e menos materialista.


Para chegar a estas conclusões, Lakhmir Chawla recorreu a electroencefalogramas - que permitem medir a actividade do cérebro - para monitorizar sete doentes terminais. No momento antes da morte, concluiu o estudo, os doentes experimentaram um aumento brusco da actividade cerebral - que dura entre 30 segundos e três minutos. Esta actividade é semelhante à que se verifica em pessoas totalmente conscientes, mesmo que os doentes pareçam estar a dormir e sem pressão sanguínea.

Se a hipótese da existência, ou continuidade da vida após a morte, for uma realidade, então teremos que ter a humildade de admitir que afinal não sabemos tudo. Já será porventura o tempo certo para começar a olhar para este problema com a mente suficientemente aberta, e analisarmos os acontecimentos a partir de outro ângulo, a partir de outro ponto de vista. Quando se diz que a consciência não é um produto do cérebro, temos aqui um paradigma, e isso no campo científico muda tudo.

Seja qual for a postura que se odopte perante as EQM's, uma coisa é certa: por vezes não precisamos de explicações para entendermos acontecimentos pontuais, fenómenos, circunstâncias da vida.


Há contudo experiências de Quase-Morte, em dois públicos diferentes que; por um lado as crianças e por outro os invisuais. Existem crianças em idades muito precoces que têem também EQM's, e que as descrevem com elementos semelhantes, às experiências relatadas por adultos (o túnel, a luz etc). O relevante aqui a considerar é que essas descrições por parte de crianças, são dados a ter em conta quando se põe em causa a veracidade das EQM's, havendo a possibilidade de os adultos poderem mentir com mais facilidade, as crianças, sobre este tema dificilmente mentirão até porque não sabem o que é uma EQM, nem conhecerá o conceito de vida depois da morte e mais importante, não sofre de condicionalismos culturais, hábitos e crenças. Aborda-se os casos das pessoas cegas, por se julgar de extrema importância no que concerne á compreensão do fenómeno. Como viverá um cego uma EQM? - como relata aquilo que vê? numa dimensão diferente da nossa?

 

Definição

O termo EQM ou experiência de Quase-Morte refere-se a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, sendo as mais divulgadas a projeção astral, também chamada de "Projeção da Consciência", "Desdobramento Espiritual", "Experiência fora do Corpo", etc), a "sensação de serenidade" e a "experiência do túnel", 

Ou:

EQM, podem ser consideradas como um estado modificado de consciência, relatado por pessoas em estado de morte clínica confirmada, que se caracterizam por contactos extra corpóreos com estímulos sensitivos e sensoriais, seres "luminosos" e ente-queridos já falecidos, a par de sentimentos de bem- estar e sobretudo - Paz!

Este conceito apenas engloba a aparente generalidade das vivências. De facto algumas delas, não são tão maravilhosas e tranquilizadoras, muito pelo contrário. Sentem-se por vezes aterrorizados relatando a presença de seres fantasmagóricos e aterradores. Vêem-se em lugares muito semelhantes às descrições do inferno, fogo, almas atormentadas e uma sensação de calor opressivo! menos comuns são os relatos de EQM's compartilhadas, nestes casos alguém ligado por laços familiares à pessoa que está em morte clínica, acompanha-a na sua viagem.

Finalmente, um número diminuto de pessoas, relata as suas EQM's como meras movimentações do "EU" sem qualquer conteúdo psicofisiológico.



Pim Van Lommel (Cardiologista) e as EQM's por fjfluz

Esses fenômenos são normalmente relatados após o indivíduo ter sido pronunciado clinicamente morto ou muito perto da morte, daí a denominação "EQM". O termo "experiência de quase-morte", em francês "expérience de mort imminente" foi proposto pelo psicólogo e epistemólogo francês Victor Egger em 1896 em "Le moi des mourants" como resultado das discussões no final século XIX entre filósofos e psicólogos. 

O interesse popular pelas EQMs iniciou-se devido principalmente ao trabalho do Psiquiatra/Parapsicólogo Raymond Moody no seu best seller "Vida Depois da Vida", escrito em 1975 sob o nome de "Near-death experiences" (NDE's).
Muito se estuda sobre as experiências de quase-morte mas não existe nem prova científica e nem consenso científico sobre o significado e a causa desses fenômenos. Vários médicos, parapsicólogos, cientistas e espiritualistas em geral, apontam as experiências como provas da projeção astral e da vida após a morte, por outro lado, muitos outros médicos e cientistas apontam as EQMs como tendo características de alucinações.


Em 1981 foi criada a Associação Internacional de Estudos de Quase-Morte (International Association for Near-Death Studies). A associação utiliza a "Escala Greyson", um método criado pelo psiquiatra Bruce Greyson para determinar as EQMs legítimas .

Em 1982, uma pesquisa do Instituto Gallup apontou que cerca de 8 milhões de norte-americanos já tinha passado pela experiência de quase-morte. Até 2005, haviam sido documentadas menções a EQM em 95% das culturas do mundo.




"O pensamento não se reduz às moléculas constituintes do cérebro e também nada indica que seja produzido pelos neurónios."

Existe, na consciência, um processo que desconhecemos completamente!


Uma vez que não consegui ir ter com a morte, ela gentilmente parou para me apanhar. 

Na carruagem íamos só nós e a... Imortalidade (Emily Dickson)



Conceito de Cérebro, Consciência, Mente e Chacra do coração

Estando eu a abordar o tema das experiências de Quase-Morte, não poderia nunca, deixar de levar em linha de conta pelo menos os três conceitos descritos no titulo desta abordagem, e que são importantes no que ás EQM's diz respeito. O que é, ou conhecemos actualmente sobre o Cérebro, a Consciência e o Chacra do coração (Sede da nossa consciência superior, segundo as teorias: Budista, Judaísta e Hinduísta).


Cérebro (Uma explicação um pouco mais técnica)

Não seria honesto da minha parte, não abordar de uma forma profunda, e á luz dos conhecimentos médico-Científicos actuais, o cérebro, e a sua composição, pois existem muitas dúvidas acerca do seu papel nas experiências de Quase-Morte. Peço então desculpa por esta parte mais massuda mas ajudará a clarificar que coisa é aquela que temos colocada em cima dos ombros, mais propriamente lá no alto do pescoço e que tantas "dores de cabeça" nos dá!

 O cérebro humano é particularmente complexo e extenso. Este é imóvel e representa apenas 2% da massa do corpo, mas, apesar disso, recebe aproximadamente 25% de todo o sangue que é bombeado pelo coração. Divide-se em dois hemisférios: esquerdo e o direito. O seu aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz. É um conjunto distribuído de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas áreas funcionais, que podem cada uma abranger até um décimo dessa área.

O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade, embora pesquisas recentes contradigam isso, comprovando que existem partes do hemisfério esquerdo destinados a criatividade e vice-versa. Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele localizam-se 2 áreas especializadas: a Área de Broca (B), o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke (W), o córtex responsável pela compreensão verbal.


O corpo caloso, localiza-se no fundo da fissura inter-hemisférica, ou fissura sagital, é a estrutura responsável pela ligação entre os dois hemisférios cerebrais. Essa estrutura, composta por fibras nervosas de cor branca (feixes de axónios envolvidos em mielina), é responsável pela troca de informações entre as diversas áreas do córtex cerebral.
O córtex motor é responsável pelo controlo e coordenação da motricidade voluntária. Traumas nesta área causam fraqueza muscular ou até mesmo paralisia. 

O córtex motor do hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o córtex motor do hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo. Cada córtex motor contém um mapa da superfície do corpo: perto da orelha, está a zona que controla os músculos da garganta e da língua, segue-se depois a zona dos dedos, mão e braço; a zona do tronco fica ao alto e as pernas e pés vêm depois, na linha média do hemisfério.


O córtex pré-motor é responsável pela aprendizagem motora e pelos movimentos de precisão. É na parte em frente da área do córtex motor correspondente à boca que reside a Área chamada Broca, que tem a ver com a linguagem. A área pré-motora fica mais activa do que o resto do cérebro quando se imagina um movimento, sem o executar. Se se executa, a área motora fica também activa. A área pré-motora parece ser a área que em grande medida controla o sequenciamento de ações em ambos os lados do corpo. Traumas nesta área não causam nem paralisia nem problemas na intenção para agir ou planear, mas a velocidade e suavidade dos movimentos automáticos (ex. fala e gestos) fica perturbada. A prática de piano, ténis ou golfe envolve o «afinar» da zona pré-motora - sobretudo a esquerda, especializada largamente em atividades sequenciais ou em série.



Cabe ao córtex do cerebelo, fazer a coordenação geral da motricidade, manutenção do equilíbrio e postura corporal. O cerebelo representa cerca de 10% do peso total do encéfalo e contém mais neurónios do que os dois hemisférios juntos.
O eixo formado pela adeno-hipófise e o hipotálamo, são responsáveis pela auto regulação do funcionamento interno do organismo. As funções homeostáticas do organismo (função cárdiorespiratória, circulatória, regulação do nível hídrico, nutrientes, da temperatura interna, etc) são controladas automaticamente.

O cérebro é o principal órgão e centro do sistema nervoso em todos os animais vertebrados, e em muitos invertebrados. Alguns animais primitivos como as equinodermas (estrela-do-mar) possuem um sistema nervoso descentralizado sem cérebro, enquanto as esponjas-do-mar não possuem sistema nervoso. Nos vertebrados o cérebro localiza-se na cabeça protegido pelo crânio, próximo aos aparatos sensoriais primários: visão, audição, equilíbrio, paladar, e olfacto.


Os cérebros podem ser extremamente complexos. O cérebro humano contém cerca de 86 biliões de neurónios, ligados por mais de 10.000 ligações sinápticas cada. Esses neurônios comunicam-se por meio de fibras chamadas axônios, que conduzem impulsos em sinais chamados para partes distantes do cérebro e do corpo encaminham-nas a fim de serem recebidas por células específicas.
De um ponto de vista filosófico, pode-se dizer que a função mais importante do cérebro é servir como estrutura física subjacente da mente. Do ponto de vista biológico, entretanto, a função mais importante do cérebro é a de gerador de comportamentos que promovam o bem-estar de um animal. O cérebro controla o comportamento, seja activando músculos, seja causando a secreção de substâncias químicas, como os hormônios.


O que são e o que fazem os Lobo Cerebrais, o que é a área de Wernicke?

Lobo Frontal

O lobo frontal, que inclui o córtex motor e pré-motor e o córtex pré-frontal, está envolvido no planeamento de acções e movimento, assim como no pensamento abstrato. A atividade no lobo frontal aumenta nas pessoas normais somente quando temos que executar uma tarefa difícil em que temos que descobrir uma sequência de acções que minimize o número de manipulações necessárias. A parte da frente do lobo frontal, o córtex pré-frontal, tem que ver com estratégia: decidir que sequências de movimento ativar e em que ordem e avaliar o seu resultado. As suas funções parecem incluir o pensamento abstrato e criativo, a fluência do pensamento e da linguagem, respostas afectivas e capacidade para ligações emocionais, julgamento social, vontade e determinação para ação e atenção selectiva. Traumas no córtex pré-frontal fazem com que uma pessoa fique presa obstinadamente a estratégias que não funcionam ou que não consigam desenvolver uma sequência de ações correta.


Lobo occipital

O lobo occipital está localizados na parte posterior-inferior do cérebro. Coberta pelo córtex cerebral, esta área é também designada por córtex visual, em virtude de processar os estímulos visuais. É constituída por várias sub-áreas que processam os dados visuais recebidos do exterior depois de terem passado pelo tálamo: há zonas especializadas em processar a visão da cor, do movimento, da profundidade, da distância, etc. Depois de percebidas por esta área - área visual primária- estes dados passam para a área visual secundária. É aqui que a informação recebida é comparada com os dados anteriores que permite, por exemplo, identificar um cão, um automóvel, uma caneta. A área visual comunica com outras áreas do cérebro e que dão significado ao que vemos tendo em conta a nossa experiencia passada, as nossas expectativas. Por isso é que o mesmo objeto nao é percebido da mesma forma por diferentes sujeitos. Para além disso, muitas vezes o cérebro é orientado para discriminar estímulos. Uma lesão nesta área provoca agnosia, que consiste na impossibilidade de reconhecer objetos, palavras e, em alguns casos, os rostos de pessoas conhecidas ou de familiares.


Lobos temporais



Os lobos temporais estão localizados na zona por cima das orelhas tendo como principal função processar os estímulos auditivos. Os sons produzem-se quando a área auditiva primária é estimulada. Tal como nos lobos occipitais, é uma área de associação - área auditiva secundária- que recebe os dados e que, em interação com outras zonas do cérebro, lhes atribui um significado permitindo ao Homem reconhecer o que ouve.





Lobos Parietais

Os lobos parietais, localizados na parte superior do cérebro, são constituídos por duas subdivisões - a anterior e a posterior. A zona anterior designa-se por córtex somatossensorial e tem por função possibilitar a recepção de sensações, como o tato, a dor, a temperatura do corpo. Nesta área primária, que é responsável por receber os estímulos que têm origem no ambiente, estão representadas todas as áreas do corpo. São as zonas mais sensíveis que ocupam mais espaço nesta área, porque têm mais dados para interpretar. Os lábios, a língua e a garganta recebem um grande número de estímulos, precisando, por isso, de uma maior área. A área posterior dos lobos parietais é uma área secundária que analisa, interpreta e integra as informações recebidas pela área anterior ou primária, permitindo-nos a localização do nosso corpo no espaço, o reconhecimento dos objectos através do tacto, etc.


Área de Wernicke

É na zona onde convergem os lobos occipital, temporal e parietal que se localiza a área de Wernicke, que desempenha um papel  importantíssimo na produção de discurso. É esta área que nos permite compreender o que os outros dizem e que nos faculta a possibilidade de organizarmos as palavras sintáticamente correctas.


Nem todos os comportamentos precisam de um cérebro. Mesmo organismos unicelulares são capazes de extrair informação do ambiente e responderem de acordo.
Apesar do avanço científico, muito do funcionamento do cérebro continua um mistério. As operações individuais de neurônios e sinapses hoje são compreendidas com detalhamento considerável, mas o modo como eles cooperam em grupos de milhares ou milhões tem sido difícil de decifrar. Métodos de observação como registros de EEG e imageamento funcional cerebral mostram que as operações cerebrais são altamente organizadas, mas estes métodos não têm resolução suficiente para revelar a atividade de neurônios individualmente. Assim, mesmo os princípios mais fundamentais das redes de computação neural encontram-se a ser objecto dos pesquisadores.


Consciência

A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, autoconsciência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia, e ciência cognitiva.


A mente observa e interpreta a realidade


Alguns filósofos dividem consciência em:

- Consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, 

- Consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência. 

- Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos "estou ciente" e consciência de acesso refere-se a estar ciente de algo, tal como quando dizemos "estou ciente destas palavras".


Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.




Consciência, autoconsciência e autoconhecimento

Manfred Frank (em "Self-consciousness and Self-knowledge") apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:
Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.

O autoconhecimento, isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem, pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência. A autoconsciência é portanto o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.


Definições do senso comum


Acção do indivíduo ou grupo sem o intuito ou vigilância da área central de consciência. Conjunto de processos e/ou factos que actuam na conduta do indivíduo ou construindo a mesma, mas escapam ao âmbito da ferramenta de leitura e interpretação e não podem, por esta área, ser trazidos a custo de nenhum esforço que possa fazer um agente cujo sistema mental não possui o treinamento adequado. 

Essas actividades, entretanto, costumam aflorar em sonhos, em actos involuntários (sejam eles correctos e inteligentes ou falhas e inconsistentes) e nos estados alterados de consciência.




Alterações da Consciência

Alterações Normais:
Sono é um comportamento e uma fase normal e necessária. Tem duas fases distintas, que são:

-Sono REM - Rapid Eye Movement
-Sono NÃO-REM e Sonho (vivências predominantemente visuais classificadas por Freud como um fenômeno psicológico "rico e revelador de desejos e temores"

Alterações Patológicas: Qualitativas e Quantitativas.

Quantitativas:

- Rebaixamento do nível de consciência: Compreendido por graus, está dividido em 3 grupos principais:

1 - Obnubilação da consciência (grau leve a moderado - compreensão dificultada),
2 - Sopor (incapacidade de ação espontânea) e coma (grau profundo - impossível qualquer atividade voluntária consciente e ausência de qualquer indício de consciência).


- Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de consciência:

1. Delirium (diferente do "delírio", é uma desorientação tempo-espacial com surtos de ansiedade, além de ilusões e/ou alucinações visuais)
2. Estado Onírico (o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido; estado decorrente de psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a drogas e quadros febris tóxico-infecciosos)
3. Amência (excitação psicomotora, incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios oniróides)
4. Síndrome do cativeiro (a destruição da base da ponte promove uma paralisia total dos nervos cranianos baixos e dos membros)

Qualitativas:
1. Estados crepusculares (surge e desaparece de forma abrupta e tem duração variável - de poucas horas a algumas semanas)
2. Dissociação da consciência (perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo "desliga" da realidade para parar de sofrer)
3. Transe: (espécie de sonho acordado com a presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários)
4. Estado Hipnótico (técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência)




Mente


Etimologicamente, o termo vem do latim "mèntem", que significa; pensar, conhecer, entender, e significa também medir, visto que alguém que pensa não faz outra coisa que medir e ponderar as ideias. Os gregos utilizavam o termo "nous" para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição. 


Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana. 'Mente' é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento. Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes, tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconscientes como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e super ego. Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas, ou mesmo, empregado para designar capacidades de seres sobrenaturais, como na expressão "A mente de Deus".


A natureza da mente

Grosso modo, há três posições sobre a natureza da mente. Os dualistas defendem a tese da distinção entre mente e corpo. Os monistas defendem a tese da identidade entre mente e corpo. Os epifenomenalistas defendem a tese da superveniência da mente sobre o corpo.


Dualismo


De acordo com o dualismo, a mente é uma substância distinta do corpo. Entre os defensores do dualismo encontramos os filósofos René Descartes e John Locke.
No dualismo, o conceito de mente pode ser aproximado ao conceito de intelecto, de pensamento, de espírito e de alma do ser humano. René Descartes propôs o dualismo das substâncias. Para ele o espírito e o corpo seriam nitidamente distintos. Espírito e matéria constituiriam dois mundos irredutíveis, assim não seriam nunca uma substância só, mas sempre duas substâncias distintas. Espírito seria do mundo do pensamento, da liberdade e da actividade; e matéria seria do mundo da extensão, do determinismo e da passividade.
Para ele, somente em Deus elas poderiam ser reunidas e formar uma só substância. Corpo e alma seriam substâncias finitas que de Deus proviriam, isso é, seriam fruto de um ser de substância infinita. Como uma substância finita poderia derivar de uma substância infinita? E ainda por analogia, somente no ser humano se encontrariam, a alma e o corpo, que ao sentido parecem quase indistintas e não separadas. Mas Descartes não considera verossímil algo apreendido dos sentidos.
O espírito (com seu pensamento e o intelecto) estaria para o corpo assim como a mente estaria para a alma. Assim a mente seria aquilo que do espírito parece distinto mas realmente não é.  A dualidade espírito-mente seria uma falsa dualidade, seguindo o pensamento de Descartes. Somente a mente pareceria distinta porque apresenta-se quase estática, já que é reflexiva, por sinal, quase palpável; enquanto o espírito aparece aos sentidos como activo, criativo, mutável etc.

 
Uma outra analogia seria pensar no corpo saudável que seria a condição para a manifestação do espírito vibrante. Assim também, a alma já salva seria a condição suficiente desta se manifestar espiritualmente. Sem que esse modo ou maneira (mente também remete a modo, por exemplo, rapida"mente", lenta"mente") possa ser confundida com alguma medida ou limite do espírito.

Monismo


De acordo com o monismo, mente e corpo são uma e a mesma coisa. Há no entanto dois tipos de monismo: O monismo que reduz o corpo à mente e o monismo que reduz a mente ao corpo.

O monismo que reduz o corpo à mente é conhecido como imaterialismo, e foi defendido por George Berkeley.
O monismo que reduz a mente ao corpo é conhecido como materialismo, e foi e continua sendo defendido por diversos filósofos, psicólogos e cientistas cognitivos.




Epifenomenalismo
De acordo com o epifenomenalismo, há uma única coisa, o corpo e a mente é algo que sobrevém ao corpo. O monismo anômalo do filósofo Donald Davidson é considerado um tipo de epifenomenalismo.

Neurociência

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da biologia. Entretanto, actualmente ela é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos como a química, ciência da computação, engenharia, linguística, matemática, medicina e disciplinas afins, filosofia, física e psicologia. O termo neurobiologia é usualmente usado alternadamente com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente a biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso.


Os objectivos da neurociência têem sido ampliados para incluir diferentes abordagens usadas para estudar os aspectos moleculares, celulares, de desenvolvimento, estruturais, funcionais, evolutivos, e médicos do sistema nervoso, ainda ampliado para incluir a cibernética como estudo da comunicação e controle no animal e na máquina com resultados fecundos para ambas as áreas do conhecimento. As técnicas usadas pelos neurocientistas tem sido expandidas enormemente, de estudos moleculares e celulares dos neurónios individuais e até imageamento de tarefas sensoriais e motoras no cérebro. Avanços teóricos recentes na neurociência têm sido auxiliados pelo estudo das redes neurais.


Em si próprias as células que fazem parte do cérebro, não explicam a consciência!

 tal qual, um automóvel não explica a velocidade!


 

Calosotomia completa e duplo cérebro


O estudo de pessoas que tiveram os dois hemisférios cerebrais separados (o que se chama de calosotomia, resultado de cirurgia para tratar casos graves de epilepsia, ou devido a traumatismos ou derrames) têm trazido importantes implicações para o entendimento do funcionamento da mente. Os hemisférios direito e esquerdo são em muitos aspectos simétricos. O hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério direito controla o lado esquerdo e as funções mentais são distribuídas nos dois. No entanto, na maioria das pessoas, algumas funções mentais são mais concentrados no hemisfério esquerdo (linguagem, raciocínio linear), enquanto outras são mais concentradas no direito (emoções intensas, intuição espacial do próprio corpo, expressão emocional no rosto. Além disso, o campo visual esquerdo de cada olho é recebido pelo hemisfério direito e o campo visual direito é recebido pelo esquerdo. O corpo caloso permite a comunicação entre os dois hemisférios.

Ocorre que nos pacientes que tiveram seu corpo caloso completamente dividido (calosotomia), os hemisférios perdem a comunicação entre si (embora com o tempo o cérebro tenda a encontrar outras maneiras de estabelecer comunicação entre os dois hemisférios através de outras ligações nervosas que existem no cérebro além do corpo caloso. Com isso, o hemisfério esquerdo, que controla o lado direito do corpo e é especializado na linguagem, passa a funcionar de modo separado do hemisfério direito, que controla o lado esquerdo do corpo e é especializado nas emoções. 
Embora o hemisfério direito não tenha acesso aos centros de linguagem e, portanto, não possa falar, ele pode rearranjar cartas com letras dispostas, numa mesa com a mão esquerda. Por exemplo, num estudo,  um sujeito que havia sofrido calosotomia foi questionado sobre qual é sua profissão ideal.


Verbalmente (ou seja, usando o hemisfério esquerdo, o paciente respondeu que ele gostaria de ser desenhista. No entanto, com a mão esquerda (isto é, usando o hemisfério direito), ele rearranjou as letras formando as palavras "corrida de automóvel ("car race", em inglês) sem que seu hemisfério esquerdo (o que é responsável pela fala) tivesse consciência disso.
 

Roger Sperry, sobre numa pesquisa com pacientes com o cérebro dividido, relata que, quando foi mostrada ao hemisfério direito do paciente por meio de óculos especiais que bloqueiam o campo visual direito de cada olho) uma foto de uma pessoa familiar, a mão esquerda apontou a primeira letra do nome dessa pessoa, embora o paciente dissesse (o hemisfério esquerdo) que não via foto alguma e que tão pouco movia o braço esquerdo. Quando uma foto do próprio paciente foi mostrada ao hemisfério direito, o paciente respondeu com reações emocionais tais como gargalhadas e sorriso autoconsciente, além de frases emocionais simples como "Oh, não! Oh, Deus!". O hemisfério direito também respondeu com polegar para cima ou para baixo de modo socialmente correcto para fotos de personalidades famosas tais como Winston Churchill e Hitler. Tudo isso com o paciente dizendo (seu hemisfério esquerdo) que não via foto nenhuma.

O hemisfério direito do cérebro, funciona independentemente e isolado do esquerdo, demonstrando inteligência. Ele pode perceber, analisar, lembrar, realizar raciocínio complexo, compreender emoções e expressá-las, demostrar conhecimento cultural e responder criativamente a novas situações. 
Essas pesquisas mostram que, em alguns casos de cérebro dividido, o cérebro gera o que parece ser duas consciências separadas. A pesquisa sobre pacientes com cérebro dividido levou o neurocientista e ganhar do prémio Nobel. Roger Sperry a concluiu: "Tudo o que vimos indica que a cirurgia deixou essas pessoas com duas mentes distintas, isto é, duas esferas separadas de consciência. O que é experimentado no hemisfério direito parece estar totalmente fora do âmbito do que é experimentado pelo hemisfério esquerdo." 
Uma das consequências mais dramáticas e evitadas da calosotomia é a síndrome da mão alheia. Uma das mãos "ganha vontade própria" (em geral a esquerda) após a cirurgia e se opõe ao que o paciente deseja, desfazendo o que a mão direita faz (conflito intermanual). 




Por exemplo, tarefas como abrir uma porta com a mão direita é desfeita pela esquerda, age por impulso próprio. Ao vestir-se, a mão esquerda pode opor-se, e luta para tirar a roupa que a mão direita por sua vez luta para a colocar. Noutro caso, a mão esquerda (hemisfério direito) de um paciente preferia alimentos diferentes e até mesmo programas de televisão diferentes, intervindo contra a vontade expressa pelas ações da mão direita que é verbalizada pelo paciente. Há ainda o caso de um paciente cuja mão esquerda se opunha sempre que o paciente tentava acender um cigarro e fumar, a mão esquerda frequentemente arrancava o cigarro ou o isqueiro e o atirava para longe. Outro caso relatado é a de um paciente cuja mão estranha apalpava o seio de todas as mulheres que se aproximavam dele, provocando-lhe um grande constrangimento.

Estes estudos científicos colocam sérias questões ao dualismo, pois os seus resultados parecem inconciliáveis com a ideia da existência de uma alma individual (isto é, indivisível) independente do cérebro, já que fornecem fortes evidências de que uma divisão física do cérebro produz como que duas almas diferentes que possuem propósitos, gostos, opiniões, personalidade e pensamentos diferentes, embora compartilhem lembranças de factos anteriores à separação dos hemisférios. Se a mente se torna "duas mentes" ao nível físico do cérebro dividido em dois, como não concluir que, durante o momento da morte física do cérebro e a ruptura cada vez maior das ligações neuronais, o que chamamos de mente se multiplica em numeráveis "mentes" cada vez mais dispersas até que todas as ligações se desfazem?!

No entanto... há sempre um "no entanto" o caso de Pam Renolds, veio baralhar completamente as coisas e...de uma vez só, isto porque nesse caso em particular o cérebro não estava activo quando se deu a experiência, por assim dizer o cérebro foi "morto" por umas horas, drenado todo o sangue do seu interior, a fim de retirar o derrame, o tronco cerebral estava a ser monitorizado por equipamentos médicos para o efeito, não respondendo (obviamente) a qualquer estimulo e mesmo assim a experiência de EQM verificou-se. Foi digamos assim um caso monitorizado do inicio ao fim. Em resumo: O cérebro não estava lá, no entanto a experiência de Quase-Morte verificou-se da mesma forma.
Pergunta: Então se se dá uma experiência fora do corpo mesmo sem cérebro, então pode concluir-se que a nossa consciência, essência, alma ou lá o que lhe queiram chamar, não se encontra no cérebro porque, no caso de Pam,  ele estava morto!!! Então onde se encontra localizada essa nossa essência?  Gostava que revisitassem o primeiro vídeo acima disponibilizado ao minuto 6'.53'', e verificassem de novo as declarações de Luísa Janeirinho quando afirma:

"...muitas vezes as nossas experiências estão alojadas até num espaço físico do nosso corpo, e quando eu me lembro da experiência, ela está alojada aqui (diz ela apontando para a zona do peito e precisa ainda que, não está alojada na cabeça, 
mas sim no peito)".


 
Vamos precisar do entendimento desta descrição para entendermos o conceito da minha póxima abordagem, (provávelmente muito estranha para si); O Chacra do coração.






O Chacra do coração

Em primeiro lugar deixem-me fazer uma declaração de interesse: sempre interpretei, como sendo o cérebro, a caixa forte da essência humana. Pensava residir  nesse local aquilo a que chamamos de consciênca, mas como, depois de tudo o que já li, e observei em casos de EQM, já não tenho mais certezas, nem de estar perto da verdade, por isso aqui vai mais umas das hipoteses plausíveis; isto é: A nossa essência não se encontra no cérebro mas... exactamente no centro do peito; ao que algumas correntes de pensamente orientais costumam chamar - O chacra do coração ou  Câmara secreta do coração. Será que é mesmo aí, que a essência se encontra? (Oh  dúvida terrível que me aflige!)

Não lhe estou a dizer para acreditar, estou somente a tentar que leve em consideração mais uma hipótese. Confesso. Vendo bem e á posteriori, uma coisa ficou clara para mim, sempre que me senti triste e frustrado, angustiado, nunca foi no cérebro que senti a sensação fisíca de aperto, foi sempre no peito. Lembram-se daquela expressão: Sentir um aperto no coração! porque será que nunca ninguém usou a dita expressão substituída por esta:
Sentir um aperto no cérebro?
Acreditem...Não estou a querer dizer absolutamente nada senão isso mesmo, nem tão pouco querer influênciar alguém,porque nunca ouvi ninguém dizê-la em momentos de aflição? é até uma dúvida que fica para mim mesmo, a única resposta e a mais convincente é a de que nunca lá senti nenhuma aflição, apesar de ser aí que a interpretei mas, no fundo não senti.




Chakra do coração por fjfluz.





O que são os Chakras

Chakras são centros de energia, situados na metade superior do corpo. Existem sete que governam as nossas propriedades psicológicas. Os chakras situados na parte mais inferior de nosso corpo representam o nosso lado instintivo, os mais elevados no nosso lado mental.
O chakra do coração é o centro do sistema dos chakras. Nele se unem os três centros inferiores, físicos e emocionais, com os três centros superiores, mentais e espirituais e é também o ponto de encontro entre os aspectos racional e masculino e o intuitivo e feminino. O seu nome em sânscrito é Anahata, que significa "O não tocado". Algumas tradições também lhe dão como significado: "é ouvido, mas não pode ser tocado"

Onde se encontra localizado o 4º Chakra:
O quarto chakra está  posicionado no canal central da coluna vertebral na região do coração, com o   local de activação (kshetram) superficial na região do coração entre as duas mamas, ou mamilos- região toráxica. Abre-se para fora.

Com o que está relacionado o 4º Chacra
Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas subtis e elevadas de emoção. Na tradição católica, este chakra é simbolizado pelo coração luminoso de Cristo. Quando activado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo (curiosamente, depois das EQM's as pessoas revelam exactamente estes sentimentos).




Função:

O Chakra cardíaco liga o corpo e a mente ao espírito. Rege a capacidade da pessoa de amar a si mesmo e aos outros de dar e receber, compaixão, compartilhar, participar com todo coração, abnegação, altruísmo e cura. Acesso ao corpo emocional, nível mental superior. O chakra do coração é um “telefone desocupado”. A mente é um telefone sempre ocupado.
No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas. quando não equilibrado, provoca os males psíquicos afetivo-emocionais.
A sua correspondência com o elemento Ar indica a mobilidade do coração, a expansão, a capacidade de estar em todos os lugares, de ser compartilhado por tudo e por todos. Corresponde-se também com o sentido do tacto, o que mostra a importância do toque, ser tocado, e a noção de estar em contacto, de compreender e compartilhar. Através desse centro desenvolvemos a percepção da beleza da natureza, bem como da harmonia da música e da poesia. Imagens, palavras e sons são transformados em sentimentos.




Aspecto 
Anahata é representado por uma flor de fumo cinza-lótus, com 12 pétalas. Dentro do que é uma região de fumo colorida que é feita a partir da interseção de dois triângulos, criando um SHATKONA . O SHATKONA é um símbolo usado em hindu Yantra que representa a união de ambos a forma masculina e feminina. Mais especificamente, é suposto representar Purusha (o ser supremo) e Prakriti (mãe natureza, ou a matéria causal). Muitas vezes isso é representado como Shiva - Shakti.
 




Relação entre a Mente e a Subjectividade



Existe uma relação entre a mente e o mundo interior de cada um de nós, na medida em que se apresenta uma relação entre o que pensamos e sentimos e o que fazemos, assim como também existe uma relação entre o nosso comportamento, as condições em que nos encontramos e o que sentimos e pensamos. A mente refere-se assim a algo interior e subjectivo dos seres humanos, na medida em que o nosso mundo interior, os nossos pensamentos e desejos, os nossos medos e sentimentos são algo que não se pode ver, mas que existe em cada indivíduo. Assim, chegou-se à conclusão que existe uma forte relação entre o que cada indivíduo é, e como compreende e se comporta a cada momento.

Descrição


As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, descritas nos estudos de Elizabeth Kubler-Ross (1967), tais como:


- Um sentimento de paz interior;
- A  sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
- A impressão de estar em um segundo corpo, distinto do corpo físico;
- A  percepção da presença de pessoas à sua volta entre os quais se encontram parentes falecidos;
- A visão de seres espirituais;
- Visão de 360º;
- Sensação de que o tempo passa mais rápido ou mais devagar;
- Ampliação de vários sentidos;
- A sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (experiência do túnel).

- Dificuldade em exprimir por palavras aquilo que se viu;
- Ouvir a declaração médica de que se está a morrer;
- A sensação de paz e tranquilidade;
- A  percepção de sons e como campainhas, zumbidos, música vozes etc, à sua volta;
- A visão de uma luz branca;
- Retrospecção, isto é, visão panorâmica da vida;
- Aproximação de uma espécie de fronteira ou limite;
- Regresso ao corpo, normalmente de uma forma dolorosa e bastante desagradável


Nesse espaço, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um "ser de luz", embora seu significado possa variar conforme os arquétipos culturais, a filosofia ou a religião pessoal. O portal entre essas duas dimensões é também descrito como a fronteira entre a vida e a morte. Por vezes, alguns pacientes que viveram essa experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.


Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase-morte, iniciou-se uma nova corrente, em que diversos pesquisadores de todo o mundo deram início à discussão e à análise do fenômeno de forma mais aberta. Grupos da comunidade médica passaram a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva, como ocorre, por exemplo, na Associação Internacional de Estudos do Quase-Morte, no "Departamento de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais" da Universidade da Virginia e na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Enquanto existem observadores que atribuem esse fenômeno a experiências espirituais, outros recorrem a teorias como alucinação, memória genética ou a simbolização do nascimento biológico.


Experiência de EQM típica

Inspirada no modelo de Raymond A. Moody  Jr.(1975) compreende as seguintes manifestações:




- Saída do corpo

A pessoa sente que deixou o corpo físico. Quando olha para baixo, observa-o claramente e pode mesmo descrever as manobras de reanimação que está a ser sujeita, em muitos casos relata-se uma passagem para além da enfermaria ou quarto, em direcção ao espaço. Será o que se pode apelidar como jornada cósmica.

 






- Sensações de tranquilidade.

 Essas sensações podem incluir paz, aceitação da morte, conforto físico e emocional.






- Entrada noutra dimensão ou realidade

São referidos muitas vezes ambientes de dimensão infinita de cor branca, extensos prados verdejantes, o Céu, ou em raros casos o Inferno. 







- Seres espirituais

A pessoa diz ter encontrado e contactado com entidades espirituais. Ela pode entender esses seres como ente-queridos que já faleceram, anjos, santos ou, mais raramente - Deus!






- O Túnel

Talvez uma das manifestações mais descritas nas EQM's. Há a entrada num túnel com uma luz intensa, mas não prejudicial, para quem a olha directamente, no final... aqui podem vislumbrar-se, ou não, seres espirituais.







- Luz pura e intensa

Também muito referida, revela-se não incomodativa ou lesiva para quem observa.






- A comunicação telepática com alguém que interrompe a vivência.

Antes que a EQM termine, muitas pessoas dizem ter ouvido uma forte voz grave e serena, dizendo que ainda não é chegada a sua hora e indicando o regresso ao corpo físico. Outras dizer ter sido postas perante a possibilidade de escolha de - "Ir para a Luz" ou de voltarem para o "mundo dos vivos". Outras sentem que foram compelidas a retornar através de um impulso forte que as projecta para baixo.


O "Filme da vida"

Também chamado de "visão panorâmica da vida" , a pessoa tem um "flashback" dos acontecimentos que marcaram a sua vida. Podendo isso ser algo muito detalhado ou bastante breve. Contráriamente ao que pareçe, este facto está longe de se constituir como um "Julgamento divino". Apenas é o que pareçe...o filme da vida. Servirá eventualmente, para, em sistema de memória futura, a pessoa poder corrigir alguns procedimentos. Maurice Rawkings relatou vários casos de EQM's em que os pacientes se viram projectados para regiões infernais. Afirmou que quase todos os casos de EQM's originados por tentativas de suicídio tiveram como resultado vivências em ambientes que os pacientes descreveram como sendo o Inferno.


Scott Rogo, criou e ordenou as fases da EQM "infernal" da seguinte forma:




Fase 1:  A pessoa sente medo e experimenta sentimentos de pânico em vez de paz.






Fase 2:  Tal como na EQM clássica, ela deixa o corpo. 







Fase 3:  A pessoa entra numa região escura e/ou vazia. 






Fase 4:  Em  vez de vivenciar a presença reconfortante de seres amigáveis, familiares falecidos ou uma grande luz no fundo de um túnel penumbroso, ela é subjugada por uma sensação de pressentimento e presenças de forças e seres assustadores e hostis.







Fase 5:  A pessoa entra finalmente nos "Infernos"







EQM Experiência de Quase-Morte (2011) por fjfluz


Teorias

As experiências de Quase-Morte, apelidadas também de Peri-Morte, Transição, ou Vivência em Estado Modificado de Consciência - Tem sido um dos maiores desafios para todos os que nelas se implicam. Depois da publicação da obra lapidar "Vida depois da Vida", de Raymond Moody Jr., tudo se modificou e assistimos a um crescendo de trabalhos sobre este Estado Modificado de Consciência.

Em Portugal, não podemos dizer, à semelhança dos EUA, pela enorme profusão de pesquisas e documentos publicados, que exista uma investigação permanente e sustentada acerca das EQM's.

Mas o que são e como se tentam explicar as EQM's?

- Vivências espirituais?

- Alucinações?

- Prova de que há vida depois da morte?

- Ou simplesmente alterações químicas no encéfalo e nos sistemas sensitivo e sensoriais, nos momentos que antecedem a morte? 

Se assim é então o que é a morte?

- Um processo súbito ou algo que cujos limites espaciais e temporais parecem ainda algo desconhecidos? na realidade é deveras preocupante pensarmos que estamos completamente mortos...e na verdade só vamos a caminho.


Mudanças psicológicas e comportamentais



Após a experiência de quase-morte, muitas pessoas declaram terem alterado os seus pontos de vista em relação ao mundo e às outras pessoas. As mudanças comportamentais geralmente são significativamente positivas, e o principal factor para a mudança é a perda do medo da morte (tanatofobia). 

Em geral:

-  A  pessoa diz enxergar o mundo de maneira mais vívida, 

-  Ser inundada por sentimentos de bondade e amor ao próximo,

-  Tem vontade de ajudar os necessitados, 

- Sente abertura a uma forma de religiosidade não-dogmática e a crenças como a reencarnação, 

- Aceitar-se mais e aceitar mais os outros, 

- Perde o sentido de importância do ego e preocupa-se menos com as opiniões dos outros. 

- Alegam que passaram a valorizar mais as suas vidas e as dos outros, reavaliaram os seus valores, a ética e as prioridades habituais e tornaram-se mais serenas e confiantes.



Investigação científica


Até recentemente, este fenômeno costumava ser considerado pela ciência estrita como um assunto vulgar, fruto de lendas, crendice popular ou religiosidade. No entanto, na década de 1970, pesquisas como a do Dr. Raymond Moody e a da Dra. Elizabeth Kubler-Ross, principalmente após a publicação dos best-sellers Vida Depois da Vida e Sobre a Morte e o Morrer, respectivamente, levaram ao início de uma corrente de pesquisas em todo o mundo sobre o fenômeno. 

                                                                                                                            

   


Dr. Raymond Moody - Vida depois da Vida

Obra incontornável  e Best-Seller sobre EQM's.




Dra. Elizabeth Kubler-Ross,  best-sellers

  Sobre a Morte e o Morrer

 

Mesmo com tanto interesse e a presença de numerosos relatos anedóticos, ainda não há qualquer comprovação científica sobre as experiências de quase-morte. Entre os cientistas que pesquisam o assunto, há os que interpretam as experiências como reações do cérebro e há os que interpretam tais experiências como prova de que a consciência não é produzida pelo cérebro e de que existe vida após a morte. Muitos pesquisadores materialistas, como a psicóloga Susan Blackmore e o anestesiologista Lakhmir Chawla, acreditam na teoria de que as EQMs são alucinações complexas causadas pela falta de oxigênio no cérebro durante a etapa final do processo de morte.

 Mas muitos outros pesquisadores, como os psiquiatras Raymond Moody e Bruce Greyson, discordam das teorias materialistas e defendem teorias que interpretam as experiências como prova de que a consciência não é produzida cérebro e de que existe vida após a morte, devido principalmente ao argumento de que muitas pessoas demonstram percepções extrassensoriais com precisão nos seus relatos de EQM (como por exemplo o famoso caso de EQM da cantora Pam Reynolds, relatado mais em baixo neste trabalho).
A experiência de quase-morte é muito semelhante às experiências místicas de diversas tradições, como nos livros de Teresa de Ávila.



Um dos relatos intrigantes descritos por Moody no seu livro "A Luz do Além: "Em Long Island", uma mulher de setenta anos cega desde os dezoito, foi capaz de descrever, com detalhes vívidos, o que aconteceu, enquanto os médicos tentavam ressuscitá-la de um ataque do coração. Ela conseguiu dar uma boa descrição dos instrumentos que foram utilizados, e até mesmo das suas cores. E o mais surpreendente para mim é que a maioria daqueles instrumentos nem sequer fora concebida na época em que ela ainda podia ver, havia já cerca de cinquenta anos. Além de tudo isso, ela ainda disse ao médico que ele usava um casaco azul quando começou a ressuscitá-la".



Factos curiosos sobre as EQM´s

- Os cegos e as crianças também relatam EQM.

- Os que experiênciaram EQM's, mudaram a sua atitude  geral na vida, com maior respeito pela vida em geral, com maior compaixão, como se tivessem sido iniciados" num conhecimento que os remete para o "amor divino incondicional".

- Enfrentar a morte, qualquer que seja a situação, não induz automáticamente uma EQM, a investigação mostra que, nem todos os que sofreram um ataque cardíaco, mudaram as suas atitudes na vida.

- Um aspecto interessante é o das "revisões panorâmicas", nas quais o individuo percebe, num auto julgamento, que todo o sofrimento que infligiu a animais ou outras pessoas é experiênciado como seu.

- Sem dúvida, muito perturbador também, é o facto de 10% das vítimas de EQM, reconduzidas á vida após a paragem do cérebro, afirmarem terem tido "percepções" (visuais, inteligentes ou auditívas, aliás quase sempre idênticas) que sugerem que a consciência pode funcionar sem o cérebro, privada de todo o suporte molecular! As "informações biológicas", parecem poder circular não só graças às moléculas, mas também entre elas sobre um "suporte" do qual nada se sabe.

 - De facto, cerca de 1 a 25% dos indivíduos, não refere sensações de paz, não tem encontros com "seres de luz" ou com pessoas já falecidas.

 - As crianças também passam por EQM's, mas enquanto as mais pequenas tendem a relatar vivências mais surrealistas mas porventura mais puras, as mais velhas, se tiveram uma educação onde a religião tem um peso significativo, dão às suas EQM's uma coloração mais espiritual. Algumas crianças, e este facto é mesmo muito curioso, vêem-se com adultos nas suas EQM's.


Relatos de EQM's

Fomos formatados na existência do tabu sobre o tema da morte. É o momento da ciência e da filosofia olharem novamente para o tema sem preconceitos desse fenómeno não escamoteável da vida humana. Dezenas de portugueses penetraram no "outro lado da vida" e narraram as suas impressionantes experiências de Quase-Morte. Vivências transformadoras que nos suscitam reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e a grande pergunta: Que portas abrirá a morte á nossa consciência?





Uma coisa é certa, em termos científicos, já não se pode afirmar que a mente e a consciência dependem de cérebro e do corpo físico, para permanecerem vivas e em pleno funcionamento!








Relatar uma experiência de Quase-Morte é algo muito pessoal, é entrar na íntima dimensão do ser humano!


Margarida Rebelo Pinto(Escritora)

... quando dei por mim, não estava a dormir. Estava a pairar por cima do meu próprio corpo, estava a olhar para baixo e a ver o meu corpo lá em baixo, contorcido de dor e sofrimento...Há muitas coisas que não se vêem, que não se conseguem medir nem agarrar, mas sem as quais nós não sobreviveríamos. Eu acho que é uma questão de combinar a sensibilidade e o bom senso.




Fernando Dacosta(Escritor)

 ... a certa altura eu estava acima do meu corpo...começei a ficar fascinado. Estava acima de mim próprio, começei a ver cores lindíssimas que não conhecia com uma música muito suave e distinguia muito bem o som de sinos...isso deu-me outra visão, tornou-me melhor pessoa e devo-o muito a essa experiência de Quase-Morte. Também me tirou o medo da morte



Isabel Wolmar (Locutora, escritora, repórter, actríz)

... de repente deixei de ver as pessoas, deixei de ver tudo...e vejo um corredor, uma espécie de túnel, meio escuro ao princípio, mas que lá dentro tinha uma luz muito, muito bonita. Vejo nessa luz a minha avó e o meu padrinho. Não tem nada a ver com sonhos. Sei que estive mesmo lá! e não me deixaram lá ficar e eu tenho muita pena. Não estava ainda no meu destino. Cada um tem a sua missão a cumprir. Já vi muitas luzes e não há nenhuma assim! Vi dois seres que não eram pessoas... que irradiavam uma bondade, uma paz enorme e que me estenderam as mãos, que não eram mãos, eram raios de luz. Estenderam-nas e eu pensei: - Que bonito! que bom! que bom, que bom!... mas quando estou precisamente a chegar a esses rais de luz, acordei e disse: Onde é que eu estou? eu estava tão bem! E o médico disse: Estavas tão bem...mas ainda és muito nova para morrer. Estiveste clinicamente morta!


Adalberto Alves (Escritor, Poeta, Ensaísta)

... começei a ver a minha vida como um filme a andar ao contrário. Começei a lembrar-me de mil e uma coisas mas num andamento extraordináriamente rápido como se estivesse num túnel. Era um túnel aquático, mas era como se fosse um tunel luminoso. Estava num estado de extrema paz, como uma pessoa que está a adormeçer. A morte e a vida são como um cordel, é o mesmo!




O nosso cérebro é realmente uma máquina fantástica, que consegue efectuar alguns milhões de operações por segundo mas não tenhamos qualquer tipo de ilusões, a essência do nosso ser, não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos!


Caso 1

Estes vídeo reporta casos de cidadãos Brasileiros que passaram pela experiência de Quase-Morte e regressaram, depois contaram como foi! Pode ainda observar o sentimento do grupo de trabalho formado para estudar o fenómeno bem como outras opiniões...

A não perder...mesmo!

As EQM's aqui relatadas tiveram a participação de:

Rita Isabel Rohr - Professora / Cristina de Paula - Balconista / Edval Paletta - Arquitecto /  Nelson Caneloi - Delegado / Fernando Alves Pinto - Músico e Actor  / Sandra do Nascimento - Psiquiatra / Sérgio Cabrini - Professor. 

Ainda Sonhos Promonitórios num caso que envolveu simultaneamente... a morte de 29 pessoas, no interior do Rio Grande do Sul, Brasil.



Experiência de Quase Morte (EQM) 16Set2011 por Fjfluz


Caso 2

João, 37 anos, esteve entre a vida e a morte no Hospital são João, no Porto, quando ainda era muito jovem, com apenas 15 anos. Foi-lhe prescrito um antibiótico ao qual ele era extremamente alérgico. Quando deu entrada no hospital o quadro clínico não era nada favorável. Apresentava níveis de toxicodermia bastante elevados, pois os seus órgãos não estavam a conseguir processar o químico do medicamento. 

“Não me lembro como fui levado para o hospital”, conta “sei que foram os meus pais que me socorreram mas a minha memória dessas horas funciona como pequenos flashes. Lembro-me de me terem deitado numa maca, de ter ido até às urgências mas não me lembro de mais pormenores. A minha vista estava turva e a única coisa que sentia era uma dor dilacerante que percorria todo o meu corpo e vinha acompanhada de um fogo que ardia e que me consumia por dentro. Foi horrível”. O que aconteceu na sala das urgências, apesar de só se lembrar através de alguns flashes, é claro para João “lembro-me da dor, essa não me deixava por nada deste mundo, mas de repente era como se fosse duas pessoas diferentes. 

Senti-me bem, a flutuar e a dor começou a diminuir. Pensei logo que, fosse o que os médicos estariam a fazer, estava a resultar. “ De repente essa dor voltou com uma intensidade inimaginável. Ainda hoje não consigo descrever a dor que senti. Era como se me arrancassem todos os membros ao mesmo tempo que o meu corpo era consumido pelo fogo.

“ Foi aí que João se apercebeu que o seu sofrimento estava a ser acompanhado por alguém, ou por alguma coisa “ Comecei a comunicar mentalmente com um ser envolto numa luz muito brilhante. Não sei como percebi visto que não estava a usar quaisquer palavras mas a verdade é que automaticamente me apercebi que já não sentiria mais a dor se aceitasse deixar de vez o meu corpo físico. E assim escolhi. E essa dor abrandou permanentemente. Senti uma paz tão grande que pensei que finalmente podia regressar a casa para perto dos meus pais e amigos. Por fim o suplício tinha terminado.” 

João termina o relato com o regresso ao seu corpo físico e a espiritualidade no qual se sente envolvido desde então: “não sei como regressei ao meu corpo. Acordei com algumas dores mas as lágrimas começaram a escorrer pela minha cara. Estava vivo e apesar da minha memória confusa, sei que o que me aconteceu não foi retirado de um filme ou da minha imaginação. Deus deu-me uma segunda oportunidade para viver e é essa que estou a aproveitar ao máximo.”


Caso 3

O FAMOSO CASO DE EQM DA CANTORA E COMPOSITORA PAM REYNOLDS.


Pamela Reynolds Lowery - Cantora e Compositora

Faleçeu devido a insuficiência cardíaca aos 53 anos de idade no

Hospital da Universidade de Emory , em Atlanta, Geórgia - Estados Unidos da América.

 1956 - 2010 (22 de Maio)


Pamela Reynolds - Relata a sua Experiência de... por fjfluz ( Video em Lingua Inglesa)


 Em 1991, com a idade de 35 anos, ela afirma ter tido uma experiência de quase-morte (EQM), durante uma operação no cérebro realizada por Robert F. Spetzler no Instituto Neurológico Barrow , em Phoenix, Arizona . Esta experiência é uma das mais notáveis de que há registo. Amplamente documentado em estudos de quase-morte por causa das circunstâncias incomuns em que isso aconteceu. Reynolds estava sob vigilância médica apertada durante toda a operação. Durante parte da operação não iria ter atividade cerebral e sem sangue sequer a fluir no seu cérebro, o que a tornava clinicamente morta. Ela teceu várias observações sobre o procedimento sobre si executado enquanto se encontrava clinicamente morta e que... mais tarde foram confirmadas pela equipa médica e sendo dadas como surpreendentemente precisas.
Esta famosa experiência de quase-morte é considerada por muitos como prova da realidade da sobrevivência da consciência após a morte, e de uma vida após a morte. 



Descrição breve e diagnóstico da operação 


Reynolds informou o seu médico que  estava experimentando sintomas de tonturas, perda da fala e dificuldade em mover partes do corpo. O médico encaminhou-a para um neurologista e uma tomografia revelou mais tarde que Reynolds tinha um grande aneurisma no tronco cerebral. Devido ao local onde o aneurisma se encontrava, Reynolds foi diagnosticada como tendo remotas chançes de sobrevivência. Como último recurso, o Dr. Robert F. Spetzler - um neurocirurgião altamente qualificado do Barrow Neurological Institute , em Phoenix, Arizona - decidiu que efectuar um procedimento cirúrgico único e raramente experimentado, conhecido como parada cardíaca hipotérmica. Durante este procedimento, também conhecido como uma operação de imobilização, a temperatura do corpo de Pam foi reduzido para 16° C, a respiração e pulsação parados, o sangue foi drenado a partir da cabeça. Os seus olhos estavam  fechados e com uma fita adesiva e nos ouvidos foram colocados pequenos altifalantes. Estas colunas de som emitiam cliques audíveis que foram utilizados para verificar a função do tronco cerebral. 


Dr. Robert F. Spetzler - Cirugião

Dr. Michael Sabom é cardiologista cujo mais recente livro “Luz e Morte”, inclui uma análise detalhada médica e científica de uma experiência de quase-morte surpreendente de uma mulher chamada Pam Reynolds. Ela passou por uma operação rara para remover um Aneurisma da Artéria Basilar gigante no seu cérebro e que lhe ameaçava a vida. O tamanho e localização do aneurisma, no entanto, excluída a sua remoção segura usando o padrão neurocirúrgico. Foi encaminhada a um médico que foi pioneiro num procedimento cirúrgico tão conhecido como ousado: Paragem Cardíaca Hipotérmica.

 Permitiu que o aneurisma de Pam ser retirado com alguma probabilidade de sucesso. Nesta operação, apelidada de "Congelamento", pelos médicos. Foi necessário que a temperatura do corpo de Pam fosse reduzida drásticamente, assim, os batimentos cardíacos ea respiração pararam, as ondas de seu cérebro baixam perigosamente a frequência, o sangue foi drenado de sua cabeça. 


Resumindo, ela foi "condenada à morte". Após a remoção do aneurisma, ela foi restaurada para a vida. Durante o tempo que Pam estava neste estado, experimentou uma EQM. As suas notáveis observações fora-do-corpo durante a cirurgia foram mais tarde verificadas e mostraram-se serem  precisas. Este caso é considerado um dos mais fortes casos de evidência verídica sobre EQM em virtude da sua capacidade de descrição dos instrumentos cirúrgicos e procedimentos (únicos) utilizados. A sua capacidade de descrição  desses eventos, enquanto estava clinicamente em morte cerebral, é absolutamente fascinante.

Pam Reynolds com o marido Robinson P. Reynolds 


Quando todos os sinais vitais de Pam foram parados, o médico, pegou numa serra cirúrgica e começou a cortar o seu crânio. Enquanto toda esta acção se desenrolava, Pam relatou que se sentiu fora do seu corpo, pairando exactamente acima da mesa de operações. Então reparou pela primeira vez nos médicos que operavam o seu corpo... sem vida. Da sua posição de fora-do-corpo, ela observou todo o acto de serragem do crânio, que se parecia, segundo ela, com uma escova de dentes elétrica.


Pam ouviu e relatou mais tarde as conversas dos enfermeiros na sala de operações e disse exatamente o que estava acontecendo durante a operação. Neste momento, cada monitor ligado ao seu corpo registrava... "sem vida". Em algum momento, a consciência de Pam flutuou para fora da sala de cirurgia e viajou por um túnel que tinha uma luz lá no final do mesmo, onde os seus parentes e amigos falecidos estavam á sua espera, incluindo a sua avó morta há já muito tempo. A EQM de Pam terminou quando o seu falecido tio a levou de volta para o seu corpo para que ela fizesse a reentrada. Pam comparou a sensação de entrar novamente no seu corpo "morto", como "mergulhar numa piscina de gelo." O que se segue é o relato de Pam Reynolds e da sua EQM na primeira pessoa:


EQM de Pam Reynolds

A primeira coisa de que me lembro foi o som: Foi um Natural de "DDDDDD..." Enquanto ouvia o som, senti que estava sendo  puxada para fora de mim própria pelo topo da minha cabeça. Quanto mais longe do meu corpo eu ia ficando, mais claro o tom se tornava. Tinha a impressão de que era como uma estrada sem fim, uma frequência que nos faz continuar em frente ... Lembro-me de ter visto várias coisas na sala de cirurgia, quando olhava para baixo. Foi a situação mais consciente de que eu acho ter tido em toda minha vida... Eu estava sentada no ombro do médico (metaforicamente falando). Não foi como uma visão normal... Foi antes uma visão... brilhante,  mais focada e muito mais clara do que uma visão normal... Havia tantas coisas na sala de operações, que eu desconhecia, e tantas pessoas.


Eu achei que a forma como procederam na minha cabeça raspada foi muito peculiar. Eu esperava que eles raspassem todo o cabelo, mas não... Odiei o som daquilo que parecia-se com uma escova de dentes elétrica...  a serra tinha lâminas intercambiáveis também, mas estas estavam no que parecia ser uma caixa de chaves ... Eu ouvia a serra... num som algo como: Brrrrrrrrr...



Alguém disse:" Temos um problema!" referindo-se ás minhas veias e artérias, referindo-se a elas como sendo muito pequenas. Eu acredito que foi uma voz feminina, penso ter sido a cardiologista, mas não tenho a certeza. Lembro-me de pensar que eu deveria ter falado com ela sobre o assunto... lembro-me da máquina para efectuar a Cardio-Respiração assistida... Lembro-me de uma série de ferramentas e instrumentos que eu não reconheceria anteriormente.

Tive a sensação de ser puxada, mas não contra a minha vontade. Eu estava indo pela minha própria vontade, porque eu queria mesmo ir. Tenho até metáforas para tentar explicar isso. Era como o Mágico de Oz - a ser tomado por um vórtice de furacão, só que não se está girando sempre em volta descontroladamente. Não... estive sempre muito focada e com um objecto muito preciso de para onde ir, há um lugar para onde ir. A sensação era como subir num elevador muito rápido. Não foi uma sensação corporal, física. Era como um túnel, mas não o sendo, ao mesmo tempo...

Em algum ponto, bem no início do túnel vórtice tomei consciência de que era a minha avó quem me chamava. Mas eu não a ouvia com os ouvidos ... Foi uma audição muito mais clara do que se fosse feita com os ouvidos. Confiei nesse "sentido auditivo" muito mais do que confio nos meus próprios ouvidos. A sensação era de que a minha avó queria que eu fosse consigo, então eu continuei sem medo...  no final vi esse pontinho minúsculo de luz que foi ficando cada vez maior e maior e maior...
A luz era incrivelmente brilhante, era como estar sentada no meio de uma lâmpada. Era tão brilhante que eu coloquei as mãos na frente do meu rosto na expectativa de ver quem me esperava mas não podia, Mas sabia que eles estavam lá. Não de um sentido do tacto...  é terrivelmente difícil de explicar, mas eu sabia que eles estavam lá ...



Percebi que quando comecei a discernir valores diferentes à luz - e todos estavam cobertos com luz, eles eram também a própria luz - que começou a formar formas que eu poderia reconhecer e entender. Eu podia ver que um deles era minha avó. Eu não sei se era realidade ou uma projeção, mas eu sei que era a minha avó, reconheci o som dela, reconhecê-la-ia em qualquer hora, em qualquer lugar.
Tudo o que vi, encaixa-se perfeitamente no entendimento que tenho, em relação ao facto de que essa pessoa estaria no melhor da sua vida. Reconheci muitas pessoas; meu tio Gene estava lá, Então foi a minha Maggie, que era na verdade uma prima. Ao lado do meu pai  estavam mais familiares... o meu avô... Eles cuidaram de mim... mas não me permitiram ir mais longe... Foi-me comunicado - e esta é a melhor a melhor forma que tenho de o dizer... até porque eles não falam como nós falamos habitualmente
- disseram-me que se eu fosse para a luz algo iria acontecer comigo fisicamente e eles não teriam possibilidade de  me colocar de volta no meu corpo, como se eu estivesse  a ir longe demais...impossibilitando-os de me religar de novo ao corpo físico. Então, eles não me deixaram continuar naquele lugar ou fazer de fazer qualquer outra coisa..Eu bem queria ir para a luz, mas em oposição eu também queria voltar, tinha filhos para criar. Foi como assistir a um filme em velocidade acelerada num equipamento de vídeo: Em que  a gente, apesar da velocidade, percebe a ideia geral do filme mas os frames individuais, não são lentos o suficiente
para obter detalhes.

Então eles (parentes falecidos) alimentaram-me, as não o fizeram pela minha boca, como seria normal, eles alimentando-me com alguma coisa. A única forma que tenho de o definir, é como sendo uma substância brilhante. A imagem que tenho é de... Sparkles, definitivamente recordo a sensação de ser alimentada... Eu sei que soa engraçado, porque, obviamente, não foi uma coisa física, mas a experiência sentida foi fisicamente muito forte.


A minha avó não me levou de volta através do túnel, melhor mandou-me de volta e impediu-me de ir. Apenas olhou para mim. Eu esperava ter ido com ela, mas ela comunicou-me, que além de não ir, iria impedir-me se eu tentasse. Meu tio foi o único que me levou de volta até o final do túnel. Tudo estava bem. Eu queria regressar. Quando cheguei ao fim do túnel, vi a "coisa", isto é, o meu corpo. Eu não queria chegar junto dele... parecia terrível, aquele corpo parecia ter sofrido um acidente de comboio, parecia estar morta... "Eles" comunicaram-me que regressar ao corpo seria como saltar para uma piscina. Não haveria qualquer problema, em saltar para a piscina. Eu não queria, mas senti que... estava atrasada para algo ou alguma coisa, enquanto isto ele, (o meu tio) literalmente empurrou-me. Senti-me que algo me puxava a partir do corpo. O corpo ia-me puxando e empurrando ao mesmo tempo... a saída do túnel foi... Foi como mergulhar em uma piscina de água gelada... Doeu!... Mas doeu mesmo!




Durante a intervenção, o cérebro de Pam foi  "morto", e três testes clínicos confirmaram que:

- Registou-se a morte cerebral pelo  electroencefalograma,

- A resposta do Tronco Cerebral esteve ausente, 

- Nenhum sangue fluiu ou circulou através do cérebro.


 Curiosamente, foi exactamente enquanto se encontrava neste estado clínico, que ela encontrou o "mais profundo" EQM de todos os participantes do estudo de Atlanta.

Alguns cientistas acreditam que as EQMs são produzidas pela química do cérebro. Mas, o Dr. Peter Fenwick, um neuropsiquiatra e uma autoridade sobre as EQMs na Grã-Bretanha , acredita que essas teorias estão muito aquém dos factos. No documentário, "Into the Unknown: Strange But True", o Dr. Fenwick descreve o estado do cérebro durante uma EQM:

O cérebro não se encontra em funcionamento. "Ele não está lá", está destruído, mas, ainda assim, ele pode produzir essas experiências muito claras... um estado inconsciente é quando o cérebro deixa de funcionar. Por exemplo, quando se desmaia, caímos no chão, não sabemos o que está a acontecer, porque o cérebro não está a  funcionar. Os sistemas de memória são particularmente sensíveis à inconsciência. Assim, nós não nos vamos lembrar de nada. Mas, ainda assim, depois de uma EQM, as pessoas têem memórias claras, lúcidas... Este é um verdadeiro enigma para a ciência. 

Sinceramente eu ainda não encontrei uma boa explicação científica que consiga explicar este  acontecimento. 


Fita de Tempo

A linha do tempo a seguir é baseado no livro Light & Morte de Michael Sabom. Ela mostra que a operação total de durou cerca de 7 horas e a paralisação demorou menos de uma hora. Os eventos na sala de cirurgia que Reynolds era capaz de se lembrar (o cirurgião usando uma Serra médica no seu crânio e uma voz feminina dizendo que suas veias eram muito pequenas) aconteceu antes da paralisação. 


Coluna 1 da EQM acontecimentos antes da paralisação. 

Coluna 2, acontecimentos durante e / ou após a paralisação.

A operação
A EQM (Experiência de Quase-Morte)
07:15
*Reynolds é trazido para a sala de cirurgia, ainda acordado.


*Reynolds recebe tiopental (também chamado pentotal embora o livro realmente diga penthathol), para a anestesia geral.
*O corpo de Reynolds é colocada na mesa de operações, são colocadas fitas adesivas nos olhos. Dois pequenos, altifalantes, moldados, são inseridos seus ouvidos.

*Um equipamento para medição da temperatura corporal é colocado profundamente no esôfago. Elétrodos de EEG são colocados na cabeça para observar e medir as ondas cerebrais.

08:40
*O corpo inteiro de Reynolds, com excepção de sua cabeça e  virilhas, é coberta com material estéril.







*O Dr.Spetzler começa a cirurgia, abrindo o couro cabeludo e,  colocando a parte desejada do  crânio á vista.

*A EQM  de Reynolds começa. Ela ouve um "DDDDDD....  Pareçe-lhe  que o som a puxa para fora do seu corpo. Olha para baixo e observa os vários equipamentos necessários á operação na sala de cirurgia. Sente-se completamente consciente sendo a sua visão muito mais focada e muito mais clara do que o habitual. Percebe que sua cabeça é raspada de forma diferente ao que estaria á espera. Ela vê a "coisa ", parece  uma escova de dentes elétrica, que tem um dente ou sulco na parte superior onde a serra se liga ao cabo... e tem lâminas intermutáveis. O médico cantarola em tom relativamente alto e, em seguida, o som...parecido com... "brrrrrrrr".
*O Dr. Spetzler remove a aba, do osso acabado de  cortar. O microscópio cirúrgico é posicionado sobre a cabeça. Ao mesmo tempo, que a médica responsável pela área cardíaca localiza a artéria femoral e veia da virilha direita Reynolds. Chega-se á conclusão que as veias e artérias são demasiado pequenas para aguentar o elevado fluxo sanguíneo vindo da máquina de suporte de vida cardio-respiratória. Assim, a artéria e veia femural esquerda são também preparadas para serem utilizadas.



*Reynolds ouve uma voz feminina dizendo que suas veias e artérias são muito pequenas.

*O Dr. Spetzler inspeciona o aneurisma com o microscópio cirúrgico, achando-o de facto muito grande. Decide então efectuar a paragem cardíaca hipotérmica  necessária para concluir a operação.

10:50
*A máquina de suporte de vida cardio-respiratoria é ligada ao corpo Reynolds. O seu sangue é arrefecido.


11:00
A temperatura do corpo de Reynolds é de cerca de 24 ° C. O monitor cardíaco (ECG) indica mau funcionamento cardíaco.


11:05
Reynolds recebe uma dose maciça de cloreto de potássio. Ocoração está agora parado. As suas ondas cerebrais observadas no monitor formam uma única linda recta (sinal de qualquer falta de actividade). O tronco cerebral responde cada vez menos aos estimulos auditivos dos altifalantes colocados nos ouvidos...


11:20
 A temperatura de Reynolds é de cerca de 16 ° C  O tronco cerebral já não responde aos cliques dos  altifalantes colocados no ouvido. O cérebro está "desligado".

11:25
 A máquina de suporte de vida cardio-respiratória é desligada do corpo. O sangue é completamente drenado do corpo Reynolds.
Reynolds  sente-se  puxada, mas não contra a sua vontade, sente-se como que a passar por um vórtice  dentro do túnel, entra numa luz brilhante, e começa a perceber várias figuras, incluindo uma avó e um tio. Eles impedem-na de ir mais longe, porque ela fosse mais longe seriam incapazes de fazê-la regressar de novo ao corpo.
*O aneurisma é retirado pelo Dr. Spetzler. A máquina que faz as vezes do coração e dos Pulmões da paciente é ligada novamente, o sangue é aquecido no corpo Reynolds.

*O tronco cerebral Reynolds começa a responder novamente aos cliques produzidos pelos altifalantes colocados nos ouvidos. Além disso, ondas de atividade elétrica dos centros cerebrais superiores começam a aparecer no monitor EEG.
*Os parentes falecidos parecem alimentar Reynolds, mas não com alimentos comuns, antes com algo brilhante. Ela sente-se nutrida e fortalecida.
00:00
*Um problema surge no monitor cardíaco... começa a registar  fibrilação ventricular... São efectuadas tentativas de correcção do problema efectuando  aquecimento adicional mas a equipa médica é mal sucedida. Duas pás do desfibrilador são colocadas sobre o peito Reynolds e o seu coração é desfibrilado duas vezes. O problema é finalmente resolvido.
*O tio de Reynolds leva-a de volta até o final do túnel. Ela vê o seu corpo, mas não quer entrar dentro dele, parece estar morto, e ela sente medo dele. Então o seu tio empurra-a literalmente. O túnel também parece empurrá-la e ao mesmo tempo o seu corpo parece puxá-la. Quando finalmente está de volta ao seu corpo sente-se como se mergulha-se numa uma piscina de água gelada.
00:32
*A temperatura corporal Reynolds 'é cerca de 32°C. Quando Dr. Spetzler e os assistentes terminam os procedimentos cirúrgicos  é colocada a tocar uma música dos Eagles:  Hotel Califórnia.

*Reynolds volta a ter consciência e ouve a música  dos Eagles - Hotel California que é colocada propositadamente.
14:10
 *
Reynolds é levada para uma sala de recuperação. Está ainda entubada e com respiração assistida, mas encontra-se em situação
estável.


Análise crítica 


A EQM de Pam Reynolds às vezes é vista como a evidência da hipótese da sobrevivência da consciência após a morte . Um crítico, anestesista (e ateu ) Dr.GM Woerlee, sugeriu  que o caso de Pam Reynolds foi o resultado de efeitos colaterais do procedimento médico e/ou medicamentos administrados.
Ele afirma:
" Tudo isso significa que a experiência de Pam Reynolds não foi o produto de uma alma ou mente imaterial, que pode existir por toda a eternidade e separada do corpo. Em vez disso, a experiência foi o produto de drogas anestésicas, e as interpretações das sensações físicas anormais, juntamente com uma percepção de morte iminente do foram agentes causadores da série de experiências que passou e que foram para ela verdadeiramente maravilhas.
Woerlee tem sofrido quanto á sua opinião acerca do caso de Pam Reynolds, conforme relatado pelo Dr. Michael Sabom. Em defesa da sua tese crítica, Woerlee escreve:

Muito tem sido escrito sobre a história aparentemente surpreendente da experiência de Quase-Morte (EQM) de Pam Reynolds desde que o Dr. Michael Sabom publicou pela primeira vez essa história no capítulo 3 do seu livro Luz & Morte em 1998. O relato da história em Light & Death é a fonte primária do caso e a mais precisa, desta experiência. Dr. Sabom realizou um bom trabalho literário e que resultou numa história de admiração popular, ao mesmo tempo, ofereceu um relato preciso quer da Operação propriamente dita quer da EQM sofrida por Pam Reynolds. Infelizmente, esta precisão foi totalmente ignorada por muitos escritores populares. 
Resumo da crítica de Woerlee 
Quando Reynolds diz que ouviu alguém do pessoal médico dizer que as suas veias eram muito pequenos, aparentemente estava apenas sob o efeito de anestesia geral (muitas vezes o paciente não está completamente inconsciente, em relação efeitos disfóricos incluindo confusão sobre os posição do seu corpo). Isso parece mostrar que a sua "EQM" começou horas antes de ela mesmo ter  "morrido", e de facto, se a segunda parte da operação tivesse sido
cancelada por algum motivo, muitas das supostas experiências de "morte" teriam  acontecido da mesmo forma, note-se no entanto que ela foi injectada com drogas anestésicas.  Ela pode ter vivido as experiências antes ou mesmo depois da paralisação, aquando sob o efeito, somente da anestesia geral, estando com o cérebro ainda estava ativo. 

Conhecimento de detalhes - Reynolds também já se tinha informado acerca dos detalhes do procedimento cirúrgico que iria sofrer (como é obrigatoriamente exigido nestes casos), incluindo informação acerca do uso dos instrumentos a serem utilizados na cirurgia. 


Tampões para os ouvidos - Estes não podem bloquear totalmente todos os sons externos. E pessoas usando tampões para os ouvidos são ainda assim capazes de ouvir sons do seu ambiente. No entanto, os altifalantes usados ​​também emitem um som de Beep constante. O técnico que foi responsável pela inserção dos tampões (moldados) para os ouvidos para o período de tempo em que a cirurgia de Reynolds foi realizada, afirmou que os tampões foram posteriormente cobertos com montes de fita e gaze para selar a peça a cada um dos canais auditivos, tornando-se extremamente improvável que Reynolds conseguisse ter ouvido fisicamente qualquer conversa na sala de operações. 


Tem sido deturpada a informação acerca da "quantidade de tempo" em que Reynolds deixou de possuir qualquer indicador de actividade cerebral. A linha de tempo real sugere que a atividade do tronco cerebral foi totalmente desligada por um período de cinco a seis minutos, mas muitos que tiveram EQM's dizem que a noção do tempo passado no "outro lado" e o tempo real terrestre não são compatíveis ou idênticos, por isso o tempo durante o qual ela sentiu estar com os seus familiares poderia ter parecido muito menos do que cinco ou seis minutos. 

No meu ponto de vista, a experiência de Pam Reynold continua a fornecer provas altamente convincentes para a independência entre a consciência e o cérebro físico.


Caso 4

Conheçe aquela máxima que diz... "Só acredito quando ver". Pois é foi o que aconteceu a um neurocirugião americano. Ele nunca acreditou em vida após a morte, apesar dos relatos de alguns dos seus pacientes. Havia sempre um argumento médico científico para explicar as experiências de Quase-Morte, como a falta de oxigenação no cérebro, fortes descargas eléctricas na altura da morte etc etc... Um dia entrou no hospital com fortes dores de cabeça (meningite) que o levaram a entrar em como profundo durante 7 dias. Depois de passar pelas experiências que passou hoje acredita piamente que existe vida no outro lado.

O Neurocirugião Dr. Alexander sabe do que fala, foi professor da Escola de medicina de Harvard e estuda o cérebro há mais de 25 anos.

Outro caso, passado como a mãe de Vera Tabach também é de veras curioso: Teve uma experiência de Quase-Morte em (1974) e afirmou que "lhe tinham dado" mais 20 anos de vida, obrigando-a a regressar ao seu corpo


EQM (Experiência de QuaseMorte) Neurocirugião... por fjfluz


Caso 5



Experiências de Quase Morte 11Dez12 por fjfluz



Acerca das EQM' 

Respostas e Perguntas + Vídeo

Resposta: 

" O Médico americano Lakhmir Chawla, dos Cuidados Intensivos do Hospital da Universidade George Washington, garante ter encontrado explicação para experiências de Quase-Morte:

Antes de morrer, o cérebro aumenta actividade eléctrica. Diz o médico que, as experiência de Quase-Morte devem-se a um aumento da energia eléctrica libertada quando o cérebro vai ficando sem oxigénio. À medida que o fluxo sanguíneo abranda e os níveis de oxigénio diminuem, as células cerebrais disparam um último impulso eléctrico. O fenómeno começa numa parte do cérebro e espalha-se. Isso pode dar às pessoas sensações mentais vívidas ".

 

Pergunta:

As sensações mentais vividas e posteriormente relatadas, são uma coisa, que poderão até ser fruto daquela situação e "teoricamente não reais", outra coisa é o relato exacto, repito, exacto, de todas as situações que se passaram na realidade, e confirmáveis por todas as pessoas intervenientes? De notar que as situações relatadas por essas pessoas aconteceram num período em que os médicos confirmam a morte da pessoa em causa.

Qual a explicação para os relatos efectuados por pacientes que descrevem todos os procedimentos realizados na sala de operações durante uma intervenção cirugíca? inclusivamente a presença de pessoas que não deveriam estar presentes e que por motivos de urgência tiveram que ser chamados?

Então e aquela falha de energia eléctica não prevista que se verificou num período preciso enquanto o paciente estava a ser operado? e consequentemente anestesiado?

E a conversa entre médicos acontecida numa altura particular? que é posteriormente relatada com exactidão?

E a queda de uma tesoura apanhada do chão por um enfermeira "X" ?

Volto a repetir: Note-se que a pessoa intervencionada no Bloco Operatório está completamente anestesiada, e monitorizada por equipamentos que provam o estado real em que se encontra!

Apesar de tudo isto, a única coisa que é descrita pelo médico acima referenciado, é que devido a diversos factores, como o fluxo sanguíneo abrandado no cérebro etc etc, são as causas da ocorrência daquelas situações. Então e os relatos exactos dos factos ocorridos na sala de operações?


Neste vídeo, observamos as experiências de 3 pessoas que devido a acidentes, tiveram morte clinica, os relatos são feitos pelos próprios. Um facto curioso que extraí deste trabalho é que:

  1. Nenhum quis regressar de novo ao corpo físico.
  2. Todos tiveram experiências com outros seres já falecidos.
  3. Todos passaram a encarar a morte como a passagem para um lugar melhor.
  4. Todos deixaram de ter medo da morte. E por incrível que pareça...quado a morte vier será muito bem vinda.
  5. Sei que as coisas não podem ser colocadas nestes moldes mas...no vídeo que vai observar, as pessoas terão um discurso irracional? as suas expressões faciais são de mente? estarão fora da realidade ou racionalidade? parecem-lhe pessoas desequilibradas? Se tudo isto não é mentira...então só poderá ser verdade! e a sê-lo... então não é que há vida depois da morte?!!

 Eles morreram e regressaram para contar como foi.

Veja e tire as suas próprias conclusões 














Aqui fala-se do Insólito... mas também de outras coisas!   Até música pode ouvir.

 

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Actualizado a 01Dez2014) 

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