Mistérios por Revelar...

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Aqui voçê vai encontrar-se com o insólito!

 Ovnis - Objectos Voadores não Identificados

Tema aqui  informação diversificada sobre UFOS/OVNIS, quer de âmbito nacional quer estrangeiro. Pode observar videos e muito outra informação acerca do assunto que de certo é um tema apaixonante.


  Fantasmas

Quem nos dias de hoje não terá medo de ir sozinho a um cemitério durante a noite ou até mesmo de dia? Porque sucederá isso, se os mortos não fazem mal? Não estará esse medo apavorante relacionado com a alma, segundo conceito geral, estará aí por perto noutro plano? Não será no funda das almas que temos medo?


  Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas é porventura o lugar do mundo onde mais desaparecimentos se deram, quer de pessoas, quer navios ou aeronaves. O desaparecimento do vôo 19 (05Dez1945) será talvez, até hoje, um dos mais interessantes ali verificados, quer pela quantidade simultãnea de aviões  Grumman TBF Avenger desaparecidos (5), quer pela qualidade  técnica dos envolvidos...


 Outros assuntosHistórias de Fantasmas - T2 Ep. Nº 006

Os três tópicos acima referidos, são somente um pouco do muito que por aqui vai encontrar na área do insólito. Se o mistério aguça a sua curiosidade... está no sitio certo! 

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OVNI 

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Castelo do Bode


Antes de começar a narrativa, devo confessar que de alguma forma estou relacionado com estes dois lugares - Base Aérea Nº 3 em Tancos e a Barragem de Castelo  de Bode. 

Na primeira, estive colocado durante mais de dez anos na qualidade de militar da Força Aérea Portuguesa, conheço aquela Base e o profissionalismo daquela gente  como as palmas das minhas mãos, na segunda, é um local prazeroso onde muitíssimas vezes me desloquei a fim de disfrutar as vistas e águas daquele bonito sitio.


Não equaciono nem por um milésimo de segundo que tudo o que se passou foi simplesmente verdade!... particularmente devido ao facto de conheçer a forma como os militares da FAP, de uma forma geral, abordam diáriamente as suas missões com profissionalismo. Relembro ainda que estes militares juram perante a Nação um código de honra que levam aliás bastante a sério, e que diz no seu ponto nº8 : 

"Honro a minha palavra e assumo a responsabilidade dos meus actos "

 Click+ CTRL para seguir o Link 

(Peço desculpa por "ser parte emocional envolvida"  e não conseguir despir a minha pele de militar da Força Aérea ! )

Acredito portanto que aquele facto foi verídico tal como foi relatado.


Barragem de Castelo do Bode

Esta Barragem dista cinco milhas (8.046 Klm) da Base Aérea Nº3 em Tancos.

Numa escala mais alargada digo-lhe que se situa a sensivelmente 136 Klm de Lisboa. 

Para se loalizar no contexto geográfico tendo como base a imagem e com o intuito  de saber para que direcção fica a Base Aéra Nº3, dir-lhe-ia que se traçar uma linha recta entre o vertice do canto superior direito da imagem e um ponto situado a 6 centimetros da base do vertice topo inferior esquerdo, encontrará, mais ou menos a direção correcta, sedo que o Norte se situa sensívelmente á erquerda das águas da albufeira.

ENCONTRO IMEDIATO COM OBECTO VOADOR NÃO IDENTIFICADO Á VERTICAL DA BARRAGEM DE  CASTELO DO BODE.

17JUN1977 


Resumo do caso

José Rodrigues, furriel piloto da Força Aérea Portuguesa, da esquadra 301 da Base Aérea Nº3 de Tancos, em vôo de treino, observou um objecto escuro, com cerca de 15 metros de diâmetro possuindo este uma fiada de aberturas (tipo janelas) na parte inferior (branco- amareladas), a uma distância de mais ou menos 6 metros do seu avião . A sua metade superior não era visível em virtude  de se  encontrar encoberta pelas nuvens. O avião entrou em perda e foi muito a custo que o piloto o conseguiu estabilizar, pois até o giroscópio direccional eléctrico ficou desfasado da bússola... cerca de 180º. 

O controlador de serviço da Base confirmou a experiência do piloto bem como duas testemunhas em terra junto a Castelo de Bode.


Base Aérea Nº3 - Tancos


Data - 17 de Junho de 1977 - Sexta-Feira


Missão/Acontecimento

As Operações da esquadra, marcaram um vôo de treino para região de Torres Novas, com o avião DO-27 Nº 3460. Após dirigir-se para a área de trabalho, abandonou-a cerca de 25 minutos depois da descolagem devido às más condições atmosféricas no local. Regressou à base para fazer um "toque e anda" (expressão usada para tocar a pista e descolar de seguida sem qualquer paragem) para alterar a zona de trabalho para a área de Tomar a fim de prosseguir o treino inicial. Em seguida ao passar pela vertical de Castelo de Bode, cerca das 12:00h, a 2.000 pés(609,6 metros) de altitude, observou que as nuvens (estracto cumulus), teriam a base a cerca de 2.000 pés.

Apanhou chuva quando regressou à base e decidiu então, fazer um voo por instrumentos e entrar nas nuvens. "andava a escolher" em que nuvem se havia de meter, quando viu algo escuro (muito-escuro no meio da nuvem) o que contrastava com as restantes que eram esbranquiçadas!

De imediato Francisco Rodrigues pensou que seria um  avião de carga, e que a frente escura seria o nariz do seu radar... mas rápidamente percebeu que não podia ser o esse tipo de aéronave porque o nariz do avião era extremamente pequeno em relação ao restante corpo que observou... 


Iniciou a volta pela esquerda e contactou a Torre de Control para saber se havia tráfego reportado nesta zona. Informado negativamente, prosseguiu a volta solicitando à Torre que contactasse com BATINA (designação para radar), para averiguar a existência de actividade aérea não identificada na área.  

"BATINA informou negativamente. Prossegui a volta. Ao voltar cerca de 315 graus pela esquerda, apareceu um objecto a cerca de 6 metros pelas minhas 11 horas... "

Nesta altura o que o piloto julgou ser a metade inferior do objecto, estava abaixo das nuvens e o restante encoberto

"Deu-me a sensação de o objecto se encontrar parado ou então a velocidade muito reduzida. Esta observação durou entra 3 a 4 segundos". 

Quando desapareçeu, a sua coloração... era escura – quase preta – e por baixo de umas saliências que presumidamente seriam janelas, cujo número não sabe indicar. Podiam ser três, quatro, cinco, não pode precisar. A coloração dessas janelas eram de um branco amarelado. O objecto terá partido a grande velocidade já que numa fracção de segundo desapareçeu completamente!  

Acerca da luminosidade das janelas observadas afirmou: 

Essas "pequenas janelas" eram de um branco amarelado, e não eram transparentes. 

Enquanto observava o objecto, o avião entrou numa picada incontrolável,

"Deixo de ver o objecto e entro em pânico! Mas não entro em pânico por ter visto o objecto – porque o vi durante uns três segundos ao meu lado -, mas sim pela picada descontrolada do avião direito ao solo! "

Quando questionado sobre qual o motivo da entrada em perda do avião, respondeu: 

"Talvez uma possível falha dos filetes de ar na asa. Pois o motor durante a picada, apresentou fortes vibrações que originariam a "queda" do avião, fora de todas as características da aeronave." 

O DO-27, é uma avião de vôo lento, e consegue-se mantê-lo a velocidades incrivelmente baixas sem o fazer cair. Mesmo forçando, seria impossível pôr este avião na "perda" em que se encontrava. Aliás, dois ou três dias depois, tentou com um colega colocar o avião nas mesmas condições o que logicamente foi impossível, além se ser assustador!

 O  controle do DO 27durante a picada não foi fácil, de tal modo que o piloto pensou não se safar daquela vez... Activou os comandos no sentido de recuperar sem que o avião reagisse. Chegou inclusivamente a cruzar os comandos na tentativa de recuperação – levando o manche à frente. O avião atingiu os 140 nós e de seguida os 180. Tentou novamente a recuperação da atitude da picada o que foi conseguido relativamente perto do solo, tendo tido mesmo a sensação de ter tocado nas árvores existentes na zona. 

"Outra coisa curiosa que aconteceu, foi quando o avião entrou na dita picada e apresentando fortes vibrações no motor, o Gyro (giroscópio direccional eléctrico) enlouqueceu tendo apresentado um desfasamento de cerca de 180 graus quando recuperou, em relação à bússola quando prosseguia o vôo estabilizado. Quero dizer com isto que antes da picada o Gyro e a bússola estavam acertados. Depois da (picada) quando o avião estava estabilizado guiei-me pelo Gyro para ir para a Base e quando dei por ela, estava 180 graus desfasado. Ia para Norte e não Sul!    

Tentei contactar a Torre mas não consegui falar. Na torre ouviram um grito que presumem ter sido meu! Aquilo não era uma zona de vácuo , pois se assim acontecesse o velocímetro não teria feito qualquer alteração, aliás, senti os sintomas normais de g’s negativos, e não falta de ar".

O Piloto continua...

Há duas testemunhas em terra que são despertadas pelo "roncar" do avião - uma barulheira infernal – que segundo elas, parecia cair em folha morta! A seguir o avião desaparece do seu horizonte visual e ouvem um barulho dos diabos que deve ter sido ouvido quando avião iniciou a picada e já não tinha possibilidades de recuperação, desliguei o motor. Já próximo do solo, vi que havia possibilidades de recuperação, isto é, quando o nariz do avião deu indícios de querer levantar puxei o manche para trás e meti as manetes à frente; esta operação provoca uma espécie de estoiro, ratéres o que é provável que eles os tenham ouvido.   

Quando saí do avião vinha a tremer, pelo susto que apanhei...  Fui examinado pelo pessoal médico da Unidade. No fim dos exames, confirmou-se que me encontrava bem de saúde.

A partir daí até agora (altura da entrevista) não tive quaisquer sintomas estranhos de especie alguma e tenho-me  sentido de perfeita saúde no estado equivalente ao que me encontrava antes da observação. 

Positivamente não sei o que vi! Só sei que não era avião, helicóptero nem nada do que conheço em material de aeronáutica. As dimensões do "objecto, seria entre 13 a 15 metros de comprimento... Foi feito um relatório, do qual se tiraram várias fotocópias uma das quais enviadas para o Estado Maior da Força Aérea. Até agora não emitiram uma opinião formal sobre o assunto... Em Portugal continental, foi a primeira vez que vi um objecto deste tipo!... Por aquilo que vi, não sei o que terá sido...


Testemunhas


Piloto - Furriel José Francisco Rodrigues 

Idade - 23 anos ( Em 1977)  

Esquadra/ Unidade - Esquadra 31 da Base Aérea Nº3 Tancos. 

Horas de Vôo - 850  

Controlador de Trafego Aéreo -  2º Sargento José Vicente Saldanha

Duas testemunhas no solo - Dois Pastores (Desconheço identificação)


Tipo de Encontro -  2º Grau 

(O OVNI deixa vestígios, causa queimaduras ou provoca paralisia ou outros danos em seres humanos, assusta animais, altera o funcionamento de motores de automóveis ou outros, provoca interferências nas emissões de rádio e televisão, deixa sinais evidentes de aterragem etc)

Local do Acontecimento - Barragem de Castelo de Bode, concelho de Tomar, distrito de Santarém, Provincia do Ribatejo, Portugal. 


Distância do local do acontecimento á Base de origem da aéronave - Castelo do Bode dista cinco milhas (8.04672 Klm) da BA 3. 

Condições meteorológicas - Visibilidade horizontal de cerca de sete quilómetros; nuvens (estracto cumulus) a três mil pés, e um pouco de bruma à distância.

Pista de Descolagem - 09

Hora de Descolagem - 11:15H AM

Hora do Encontro Imediato +/- 12:00H


Outras Informações

Exactamente á mesma  hora em que se deu  a ocorrência com o OVNI, foi reportado que: 

- Houve uma perda abrupta de energia na barragem, inexplicada até hoje.

Naquela altura, apareçiam na zona objectos não identificados com alguma frequência como fica evidente no dito "Caso de Tomar" (outra ocorrência do género em local muito próximo). O furriel José Francisco pouco tempo antes, onde ele próprio esteve envolvido, juntamente com outros três pilotos, numa missão que visava perceber a origem de objectos detectados pelo control de tráfego que supostamente alí não deveria estar... nunca nada foi encontrado. 



Controlo de trafego Aéreo 

O Controlador de trafego Aéreo confirma incidente

Militar - José Vicente Saldanha

Posto - 2º. Sargento

Função - Controlador dia  na Torre de Control da BA3


Torre de Control  BA3


«Estava de controlador de dia, na B.A.3, quando se dá a descolagem de um DO-27, pilotado pelo furriel Francisco Rodrigues, que me pediu autorização para ir a Castelo do Bode. A visibilidade não era muito boa. O céu estava carregado de nuvens a cerca de 3 mil pés. Depois do piloto já se encontrar na zona pediu-me para o informar, se havia mais algum avião nas redondezas do aeródromo, ao que lhe respondi negativamente informando-o de que ele era o único avião que se encontrava no circuito. Passado talvez, cerca de um minuto, a única coisa que oiço no rádio, é um grito, uma exclamação que, depois vim a saber - ao falar posteriormente com o piloto - se tinha dado na altura dele assinalar um "Objecto" meio imerso nas nuvens. Para se certificar, ele realizou uma volta de 360º, obtendo a confirmação do referido OVNI!

A dada altura deixamos de o ver, pois além de umas elevações que nos cortaram a visibilidade também existiram nuvens bastantes baixas... mas suponho que a sua comunicação foi recebida passados 3 minutos. Deu-me a sensação de ter sido um grito de quem está completamente aterrado!  Quanto ao "objecto", ele disse que o viu numa forma circular com  saliências um pouco abaixo do centro do objecto, segundo frisou, não o viu totalmente...  viu-se que tinha passado por uma situação que não é nada normal! 

E mesmo que a situação se tivesse  devido a uma falha de motor, estou convencido que não haveria uma descida tão acentuada! Mesmo à altitude que ele se encontrava, se tivesse acontecido falha de motor, poderia aterrar normalmente na base, ou pelo menos teria-o tentado fazer. "


 Quando o piloto regressou à Base Aérea Nº3, conforme já narrado anteriormente, foi submetido a exames médicos, concluindo-se que encontrava-se de perfeito estado de saúde, tendo até elaborado um relatório do sucedido para o Estado Maior da Força Aérea. Alguns dos colegas do piloto ainda insinuaram em tom de brincadeira que o furriel José Francisco teria visto a Barragem de Castelo de Bode de cabeça para baixo. Onde, este contrapôs no mesmo tom:

 "Não sou doido ! Se tivesse feito um vôo invertido teria espetado quatro parafusos na cabeça que estão salientes no teto do avião".

Fonte: «Revista Insólito nº 37 Janeiro/Fevereiro/Março de 1979»


O video em baixo com as simulações do vôo, declarações de especialistas e do próprio piloto




Disse ainda o furriel Francisco que, na altura em que deparou com o objecto, meio tapado pelas nuvens, sentiu vibrações no motor e nessa altura – encontrando-se a 3.000 pés – veio a "derrapar" até à copa das árvores. 

Foi, disse ele – Uma descida muito rápida, tendo sentido grandes dificuldades em recuperar o avião.

Quando o piloto foi fazer o relatório às Operações encontrava-se bastante consternado, sufocado e pálido e com dificuldade em falar. 

E o caso não foi para menos! 


 Foi no fim de uma conversa com o Capitão Borralho Oficial-dia às Operações que foi feito o relatório
do acerca do incidente. 

Relatório Preliminar enviado ao Estado Maior da Força Aérea Portuguesa.



Para além deste contacto, houve uma troca de impressões entre colegas acerca do assunto onde recordou que em Portugal continental teria sido a primeira vez que presenciaria um Objecto Voador não Identificado mas que em Angola, já teria visualizado um ao fundo da pista durante a noite, na Vila de Henrique de Carvalho. Esse objecto possuía uma forte luminosidade que se alterava com a  altitude. Relatei isso na altura e não fui o único a vê-lo. Os soldados que estavam de guarda também o viram. Descolaram posteriormente dois aviões a fim de tentarem perceber do que se tratava. Mais tarde o comandante de um dos aparelhos jurou a pés juntos que também havia visto realmente esse objecto, foi em Novembro de 1973. Em relação à sua forma e dimensão...? A forma não lhe posso dizer porque víamos apenas a luz. Mas as suas dimensões podiam-se comparar às de um Boeing. Vimo-lo durante cerca de um quarto de hora, até que acabou por desaparecer para o horizonte!



Tipo de Aéronave Envolvida:

Dornier DO-27 (Foto 2010)

Características 


O Dornier DO-27 foi o primeiro avião militar a ser construído pela República Federal Alemã, após a II Guerra Mundial. Estudado e desenvolvido por Claudius Dornier, o protótipo voou pela primeira vez em 1954. Concebido originalmente para ser um avião de transporte ligeiro, foi exaustivamente utilizado.


Construídos num total de 574 unidades entre 1957 e 1965, foram vendidos a diversos países, nomeadamente a Portugal. 

A maneabilidade do DO-27 é caracterizada por:

-  Pouca distância que necessita para aterrar ou descolar – cerca de 25 metros

-  Atinge uma velocidade máxima de 227 Km/h. 

-  Possui um motor de cilindros opostos horizontalmente, 

-  Debita uma potência de 270 cv (201 kW), 

-  Peso à descolagem de 1850 Kg 

-  Raio de acção, segundo o construtor - 1.100 Km.




Em Portugal, entraram ao serviço da Força Aérea em 1961, tendo sido utilizados na guerras em África, como meio de transporte, abastecimento, evacuação de feridos e, finalmente, de ataque ao solo com "roquetes", cujos cabides eram instalados sob a asa. 






A DO-27 é assim um avião de vôo lento e consegue-se mantê-lo em vôo a velocidades incrivelmente baixas sem fazê-lo "cair". Mesmo forçando, seria impossível colocar este avião na situação de perda em que se encontrava no momento em que José Francisco Rodrigues teve o "encontro imediato" sobre a barragem de Castelo de Bode. 




 

Foi exactamente esta a aeronave que passou pela experiência. 






Uma vez que se abordou o tema BA3, e não tendo rigorosamente nada a ver com o tema dos OVNIS, desde já as minhas desculpas, mas penso não ser totalmente descabida uma informação complementar histórica açerca desta Unidade da Força Aérea tão cheia de história... 

O Polígono de Tancos situa-se na freguesia da Praia do Ribatejo, concelho de Vila Nova da Barquinha e nele estão ou estiveram implantadas, diversas Unidades do Exército Português: a Escola Prática de Engenharia, o Comando da Brigada de Reação Rápida, a Unidade de Aviação Ligeira do Exército e a Escola de Tropas Pára-quedistas. Foi aqui que, em 1907, surgiram os Serviços de Aerostação e no dia 10 de Março de 1910 tiveram lugar as primeiras experiências de voo com aeroplanos em Portugal. 

Assistiu ao evento o rei D. Luís. Ainda hoje o monte que serviu de observatório mantém o seu nome. O vôo de aeroplano aconteceu na carreira de tiro do polígono. O avião denominado Gomes da Silva II, de 6,75 metros de envergadura, com um peso de 185 quilos era equipado com um motor Anzani de 28 CV, montado em Tancos, deslocando-se para sul, fez várias tentativas falhadas devido às más condições da pista. O avião rolou umas dezenas de metros e veio a acidentar-se num talude ao lado da carreira de tiro e em consequência foi abandonado o projeto. Davam-se os primeiros passos na aviação em Portugal.



A inauguração solene do Aérodromo de Tancos. Nas imagens: o tenente aviador Dias Leite, que ganhou o 1º prémio de acrobacia aérea; os hangares do novo aérodromo; o capitão aviador Sarmento Beires, que realizou a melhor aterragem da cerimónia num aparelho Breguet, de 300 cavalos; a mulher de Ribeiro da Fonseca procedendo ao baptismo dum dos aviões, durante a cerimónia do dia 9 desse mês.



Em 1911 é criada a Companhia de Aerosteiros do Exército Português, em Vila Nova da Rainha que se torna a primeira unidade aeronáutica militar portuguesa. Mais tarde transformada em Batalhão de Aerosteiros, tinha por missão principal a operação de aeróstatos, sobretudo de balões de observação. Em 1912, a título experimental, são integrados no Batalhão de Aerosteiros os primeiros aviões, o primeiro dos quais, um Deperdussin B, nascendo assim a aviação militar portuguesa. Em 1914, é criado o Serviço Aeronáutico Militar e a Escola de Aeronáutica Militar em Vila Nova da Rainha (Azambuja), onde se mantém até 1920, junto do Batalhão de Aerosteiros.


Em 1918 é reorganizada a Aviação do Exército, passando a designar-se por Serviço de Aeronáutica Militar, integrando seis diferentes departamentos, entre eles a Direção de Aeronáutica, as Escolas Militares de Aviação e Aerostação, as Tropas Aeronáuticas (de Aviação e Aerostação) e o Parque de Material de Aeronáutica.
1918 é criada a Esquadrilha Mista de Depósito e Instrução, inicialmente em Alverca. Desejando-se deslocá-la para próximo do centro do país, por razões económicas, aproveita-se a carreira de tiro da EPE. Perto do monte D. Luís foi instalado um hangar desmontável, proveniente de Vila Nova da Rainha.
A primeira unidade operacional de aviação militar surge em 1919 na Amadora. Designou-se por Grupo Esquadrilhas de Aviação "República", Esquadrilhas de combate equipadas com 22 aeronaves Spad S VII-C1 e Esquadrilhas de Bombardeamento e Observação equipadas com 16 aeronaves Breguet Br 14 AZ. Neste ano é também adotada a Cruz de Cristo num círculo branco, como símbolo da Aviação Militar Portuguesa.
Em 27 de Outubro de 1921 aterram em Tancos dois aviões Caudron GIII, pilotados pelos Capitães Ribeiro da Fonseca e Luís Gonzaga, inaugurando-se nessa data a Esquadrilha Mista de Treino e Depósito. O distintivo da BA.3, um galgo, é da autoria do Capitão Ribeiro da Fonseca, que se manteve até à sua extinção e que ainda, se pode vislumbrar, no portão poente


Caudron G 3 Esquadrilha Mista de Treino e Depósito – Tancos 1921 



Em 1921 o capitão Luís Gonzaga que tinha sido agraciado com a Cruz de Guerra em França faleceria no dia seguinte durante as cerimónias oficiosas de criação da unidade, a Base Aérea n.º 3.
A sua primeira Ordem de Serviço data de 1 de Agosto de 1921.


Tancos - Vista do Monte Dom Luiz


Foi o berço da aviação de caça em Portugal, estando, por isso, na origem das mais longas tradições da aviação Portuguesa.
Em 9 de Setembro de 1923, foi inaugurado o primeiro Hangar. Em 1933, chegaram os primeiros aviões de caça da aviação Portuguesa: 3 FURY. 

A partir de 1 de Janeiro de 1939, por determinação do Ministro de Guerra, passou a chamar-se BASE AÉREA DE TANCOS, sendo seu Comandante o Major Craveiro Lopes, mais tarde Presidente da República. A 30 de Outubro de 1939, a Base Aérea, passou a designar-se por BASE AÉREA Nº3. Em 1940, foram construídos os dois Hangares, ainda hoje(2013) existentes. Em 1951, foram inauguradas as Casernas, Refeitórios e a Estação Elevatória de Águas.
Em Julho de 1952, atingiu-se o maior número de aviões baseados na unidade: 108 SPITFIRES, HURRICANES, THUNDERBOLTS, 

A partir desta altura, a missão da Base sofreu grandes alterações tendo-se tornado mais ampla e passando a abranger sectores muito diversificados na preparação do pessoal especializado, para fazer face às exigências da guerra do Ultramar. Com efeito, competia-lhe, por um lado, a formação dos pilotos de helicópteros, desde o seu início até à sua partida para o Ultramar, incluindo o estágio operacional de todos os pilotos de T-6 e DO-27; cursos de adaptação em plurimotores; apoio aéreo ao Regimento de Caçadores Paraquedista (depois Base Escola de Tropas Paraquedistas) na formação da totalidade dos cursos de tropas pára-quedistas e na manutenção do seu treino de saltos; cooperação com o Exército em apoio aéreo aos vários centros de instrução operacional; formação de observadores do Exército; transporte de evacuação sanitária em helicóptero, mantendo para o efeito tripulações e aeronaves em alerta.

Embarque de Paraquedistas 1957



Por outro lado, conjuntamente com esta atividade, competia à BA.3 a instrução de todos os Oficiais, Sargentos e Praças da Polícia Aérea e ainda as Praças Condutores Auto, Sapadores Bombeiros, Amanuenses, Clarins e Auxiliares do Serviço Religioso.
Ao longo deste período dinâmico da sua história terá a BA3 atingido o máximo de atividade global contando com um efetivo de mais de 2000 homens, fazendo cerca de 1000 horas de voo por mês e assegurando a instrução terrestre a contingentes de 800/900 homens de 4 em 4 meses. Para além da recruta de pessoal da Força Aérea notabilizou-se a BA3 pela instrução de pilotos de Helicópteros e de Plurimotores, sem esquecer o apoio permanente às Tropas Pára-quedistas.

Comantes Ilustres

Como Comandantes, teve grandes vultos da aviação Portuguesa, entre os quais, para citar os mais antigos: 

Brigadeiro Ribeiro da Fonseca, Brigadeiro Sousa Maia e Marechal Craveiro Lopes.

Aéronaves

COUDRON e MARTINSYDE em 1921/22;
MORANE e A VRO-ARDlSCO em 1927/28;
HAWKER FURY em 1933;
VIKER, POTEZ e WAWKERHIND em 1937;
GLADlATOR em 1939;
CUNTIN MOHAWK em 1944;
SPITFIRE e HURRICANE em 1947;
THUNDERBOLT em 1952;
CUB, MAGISTER, OXFORD e JU.52 em 1955;
T-33 em 1958;
DORNIER (D0-27) e HELICÓPTEROS ALII e ALIII em 1964/65;
T-6, NORD-ATLAS e HELICÓPTEROS SA-330 (PUMA) em 1965/70;
A partir de 1974 ALIII, CASA 212 (AVIOCAR) e CESSNA FTB-337G.


Pelo Decreto-Lei n.º 128/94, de 19 de Maio e na sequência dos diplomas de reestruturação das Forças Armadas, é extinta a Base Aérea Nº 3, da Força Aérea, sediada em Tancos, e, consequentemente, transferida para o Exército esta infraestrutura onde passou a funcionar o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE), Diário da República, nº 163 de 14 Julho de 1993. O GALE passa a partir de 1 de Julho de 2006 a denominar-se Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE), conforme Diário da República n.º 115, II Série, de 16 de Junho de 2006, O Exército aguarda a chegada dos helicópteros NH-90, para em Tancos proceder à sua operação, sustentação e manutenção.

Até á data (2013) e devido a restrições orçamentais a compra de Helicopteros para o Exército não se chegou ainda a verificar







Aqui fala-se do Insólito... mas também de outras coisas!   Até música pode ouvir.

 

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Actualizado a 01Dez2014) 

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